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    <title>Quarto escuro</title>
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    <description>Quarto escuro</description>
    <lastBuildDate>Sat, 14 Nov 2009 22:25:00 PST</lastBuildDate>
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    <copyright>Copyright 2009.</copyright>
    <category>People</category>
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      <title>O fracasso e a lição de humildade</title>
      <link>http://quartoescuro.blogdrive.com/archive/451.html</link>
      <pubDate>Sun, 15 Nov 2009 01:22:21 GMT</pubDate>
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          &quot;- Watson, se alguma vez notar que estou muito confiante em minhas possibilidades, dando a um caso menos atenção do que ele merece, tenha a bondade de segredar em meu ouvido 'Norbury', e eu lhe ficarei eternamente grato.&quot;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;Sherlock Holmes, &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;A face amarela&lt;/span&gt;, em Estrela de Prata&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&quot;- &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Sapristi&lt;/span&gt;! É melhor até nem pensar neste caso! Esqueça-o! Ou melhor, não o esqueça. E se algum dia achar que estou me tornando por demais presunçoso... o que não é provável, mas pode acontecer...&lt;br&gt;Disfarcei um sorriso e Poirot acrescentou:&lt;br&gt;- &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Eh bien&lt;/span&gt;, meu amigo, basta dizer-me 'Caixa de bombons'. Combinado?&quot;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;Hercule Poirot, &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;A caixa de bombons&lt;/span&gt;, em Poirot Investiga&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Qualquer semelhança não deve ser mera coincidência, concordam? ; )&lt;br&gt;&lt;br&gt;Pois é isso, os dois maiores cérebros detetivescos da ficção não só tiveram seus momentos de fracasso como ambos julgaram que o fracasso poderia ser educacional, e pediram a seus companheiros (e, por assim dizer, &quot;biógrafos&quot;!) que lhes fizessem o favor de lembrar-lhes do episódio a fim de que o sucesso não lhes subisse à cabeça.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Funcionou?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Confira na continuação da cena de Poirot.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&quot;- Negócio fechado!&lt;br&gt;- Mas, no final das contas, foi uma boa experiência - murmurou Poirot, pensativo.&amp;nbsp; - Eu, que indubitavelmente possuo o melhor cérebro da Europa na atualidade, posso dar-me ao luxo de ser magnânimo!&lt;br&gt;- Caixa de bombons - falei, gentilmente.&lt;br&gt;- &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Pardon, mon ami?&lt;/span&gt;&lt;br&gt;Olhei para o rosto inocente de Poirot, inclinado em minha direção, com uma expressão inquisitiva. Senti um aperto no coração. Sofrera muitas vezes nas mãos dele. Mas eu também, embora não possuísse o melhor cérebro da Europa, podia dar-me ao luxo de ser magnânimo.&lt;br&gt;- Nada - menti. E acendi novamente o cachimbo, sorrindo para mim mesmo.&quot;&lt;br&gt;&lt;br&gt;É verdade que, em Poirot, esse pequenino exagero de porte do ego é infinitamente mais visível que em Holmes. Acho que Holmes lida com seu talento muito mais como técnica do que como dom. Não resta a menor dúvida de que é um dom, mas pra ele é algo tão natural que ele parece pensar que todas as pessoas devem estar vendo as mesmas coisas que ele, com a mesma clareza. Aliás, às vezes a naturalidade com que ele fala daquilo que deduz do que observa já é suficiente pra parecer arrogância.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Poirot é muito mais claro que isso. Para ele é absolutamente óbvio que o que ele conclui (porque Poirot não observa nem deduz, vocês sabem. Ele pensa e conclui) só ele é capaz de concluir. E não se furta a deixar bem claro o quanto sabe da incapacidade dos outros. Especialmente de Hastings. Coitado.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;      
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      <title>A fofíssima e o componente &quot;ira&quot;</title>
      <link>http://quartoescuro.blogdrive.com/archive/450.html</link>
      <pubDate>Sat, 07 Nov 2009 01:12:49 GMT</pubDate>
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                         	  	  	  	&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;  	&lt;!--  		@page { margin: 2cm }  		P { margin-bottom: 0.21cm }  	--&gt;  	&lt;/style&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Tem duas coisas que vcs  precisam saber sobre mim:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;1) eu sou viciada em  tv, tipo, no barulho. A tv fica ligada quase o dia todo, mesmo q eu  esteja fazendo outra coisa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;2) tô sem grana desde  o começo do ano, ou seja, sem tv a cabo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Resultado, tô me  virando basicamente com Globo, porque aqui em casa a concorrência é  injusta, em virtude da péssima definição dos outros canais (vejo  Cultura pra ver os jogos do Paysandu, mesmo com imagem ruim, e Band  domingo de noite, que tem Bola na Torre e eu amo o meu tio Guilherme  Guerreiro).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Aí eu acabo vendo essa  novela das oito que eu acho horrível, a pior do Mané (Carlos). Aí  que tem uma personagem chamada Paixão (ui!) que é a boazinha. Ok,  eu não vejo muito problema em fazer personagens fictícios com  papéis simplificados, é entretenimento, não sociologia nem  psicologia tampouco antropologia (embora às vezes extrapolem). Mas  pra falar a verdade, eu não achei ainda ela chata. Até agora me  pareceu um tipo de boazinha possível, daquela q sofre pq gosta do  namorado da amiga. E aí tem a sócia do carinha (a moça da  franjinha torta), que tb gosta dele, e que odeia boazinha-estagiária.  E sabe pq ela odeia? Sabe qual é o argumento dela? Ela é fofa.  Fofíssima.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Ser bom pode ser ruim,  ser bom demais às vezes é suficiente pra vc ser mal-visto. As  pessoas boas demais não têm graça, e eu vou te dizer que não sei  o quanto discordo disso, só tô falando pq me dei conta, entendem?  Será q eu tb sou assim? Será q eu tb não gosto dos bons?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Outro dia eu tava  pensando numa pessoa que sofre muito com o que os outros pensam dela,  sofre com o que espera deles, sofre quando agem de maneira cruel com  ela, sofre, sofre, sofre. Acho que ela nunca fica com raiva. Meu  instinto primeiro era de tentar defender essa pessoa, mas depois  fiquei pensando. Essa pessoa é adulta e  precisa aprender a se defender, ela não pode só sofrer, só ser  boazinha. Falta-lhe o componente &quot;ira&quot;.   &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Em mim não falta (só  me esforço pra que não sobre). Quando alguém me ataca, mesmo que  seja alguém que amo, eu jogo as orelhas pra trás e eriço a  pelagem. Tenho argumentos que justificam o modo com ajo e penso, e  quando o meu eu é atacado, eu me inflo de minhas razões pra me  defender. E me defendo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;E olha que na maioria  das vezes eu não uso a ira na minha defesa. Mas a ira me ajuda a  pensar: &quot;ei, quem essa pessoa pensa que é pra agir assim  comigo?&quot;, em vez de &quot;ai, não acredito que fulano me disse  isso...&quot; e morrer de chorar e sofrer. Peraí, meu nêgo, que  papagaio não é pelicano! E a minha prova de amor  ultra-máxi-méga-master-blaster é chamar o nêgo ou a nêga na  chincha e dizer: nêga, tu me magoaste quando fizeste assim ou  disseste assado.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Eu tenho uma amiga, a  minha mais perfeita e mais minha amiga, a minha amor, minha mulher da  minha vida, que entende o mundo tão bem, mas tão bem de tudo, que o  dia que fiz isso com ela, porque tinha me irritado loucamente com uma  série de atitudes dela, no dia que chamei a nêga na chincha, ela  pegou e me disse: &quot;égua (a gente diz égua na minha terra,  tá?), eu tô entendendo. Que bom que tu vieste me dizer isso, eu tô  tão feliz!&quot; Cara, ela entendeu!! E era isso mesmo, eu a amava  demais pra ir guardando raivas, mágoas e sofrimentos entre nós,  aquilo não podia nos manchar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Onde foi mesmo que eu  comecei? Sim, na Paixão boazinha! Enfim, boazinha, a princípio, não  me incomoda por si só. Mas só espero que a Paixão não careça do  componente ira, porque senão vai ser ruim é pra ela.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;img style=&quot;border: 1px solid blue; z-index: 90; position: absolute; left: 206px; top: 508px;&quot; id=&quot;smallDivTip&quot; src=&quot;chrome://dictionarytip/skin/book.png&quot;&gt;
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      <title>Ofensa e discriminação dormem no berço esplêndido da liberdade de expressão na Internet</title>
      <link>http://quartoescuro.blogdrive.com/archive/449.html</link>
      <pubDate>Thu, 05 Nov 2009 17:37:48 GMT</pubDate>
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          	  	  	  	&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;  	&lt;!--  		@page { margin: 2cm }  		P { margin-bottom: 0.21cm }  	--&gt;  	&lt;/style&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; page-break-before: always; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;  Qual das alternativas abaixo está correta?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;a) &quot;Ser gordo  devia ser crime inafiançável.&quot;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;b) &quot;Ser cego devia  ser crime inafiançável.&quot;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;c) &quot;Ser velho  devia ser crime inafiançável.&quot;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;d) &quot;Ser deficiente  físico devia ser crime inafiançável.&quot;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Nenhuma. A alternativa  correta é: &quot;Discriminação É crime inafiançável.&quot;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Mas eu li a letra &quot;a)&quot;  hoje no twitter, de uma pessoa conhecida de alguns anos. E isso me  fez pensar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;A liberdade de  expressão na Internet é indiscutível, mas as pessoas têm uma  certa dificuldade de diferenciar gostos pessoais de opiniões que  podem ser ofensivas e discriminatórias. Dia desses andei por um blog  de um gato (um gatinho-miau mesmo) bem cri-cri, ou seja, de um  personagem criado por alguém, e o tom dos posts é claramente de  comédia. Por exemplo, o gatinho acha Crepúsculo chato.  Aí um  monte de adolescentes descasca nos comentários, xingando o gatinho  com palavras de baixo calão mesmo, e dizendo que Crepúsculo é  maravilhoso.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Peraí. Ele não pode  não gostar do mesmo filme/livro que você? Eu acho que os  adolescentes podem sim fazer os comentários que quiserem, isso  também é a liberdade de expressão, e é claro que o gatinho sabe  que está sujeito a isso (tanto que os comentários são moderados e  mesmo assim estão ali, dezenas de comentários xingando o felino).  Eu só acho que não precisavam levar isso tão a sério, como se  precisassem converter o mundo inteiro a uma seita adoradora de  Crepúsculo. Em tempo: eu gosto de Crepúsculo, li todos os livros.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Mas aí tem o outro  lado. Se vc faz um texto discriminatório no twitter ou em um blog  contra um grupo, ainda que não tenha sido diretamente contra mim, se  eu fizer parte desse grupo eu tenho sim o direito (senão o dever) de  me defender, de defender essas pessoas, que foram criticadas por  terem uma determinada condição física ou de saúde, por exemplo.  Respostas do tipo &quot;se eu não puder reclamar no meu twitter,  onde mais eu posso?&quot; me dão vontade de dizer: &quot;num diário  secreto, onde vc possa dar vazão a toda a sua cretinice e babaquice  sem ofender ninguém&quot;.   &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;A Internet É pública,  não adianta vc fingir que não é ou se comportar como se não  fosse. O twitter não é o seu diário, e se vc continuar agindo como  se estivesse falando sozinho, pode acabar perdendo não só  seguidores, mas admiradores, contatos, potenciais amigos e até  clientes. E vc está na Internet justamente porque ela é pública,  pq se vc não quisesse isso, estaria escrevendo no seu diário. Então  por que tem gente que protege os tweets??&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Ok, aí a pessoa em  questã poderia me dizer: eu protejo os tweets pq quero que só  algumas pessoas leiam. Ah, mas vc me autorizou, então deveria saber  que estaria me ofendendo ao dizer que &quot;ser gordo devia ser crime  inafiançável&quot;, já que me conhece pessoalmente e sabe que eu  sou obesa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Dizem que só no  twitter é q vc conhece realmente as pessoas. Pode ser. O fato é que  é justamente ali que vc pode saber quem com certeza lê tudo o que  vc escreve. E deveria, se fosse esperto, prestar atenção ao que diz  (a não ser que sua intenção seja mesmo ofender, daí ok). Exemplo:  uma pessoa que vive da Internet, que ganha seu dinheiro através de  um site e que mantém contato com seus clientes (espalhados por todo  o país) via e-mail. Essa pessoa tem um twitter, e o utilizou para  criticar o modo de falar de um cliente, minutos depois de esse  cliente (eu!) ter deixado um comentário em seu site elogiando seu  trabalho. Eu não deixei de achar bonito o trabalho da pessoa, mas  passei a achá-la menos esperta por não se importar de se indispor  com alguém que elogia(va) o seu trabalho e que a ajudava a pagar as  contas, até mesmo divulgando seu site. Só parei de ficar elogiando,  pq achei q ela já devia ter ouvido tanto elogio na vida q já não  dava mais o devido valor.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Resultado do episódio  do &quot;inafiançável&quot; de hoje: a pessoa me deu uma resposta  grossa, me dizendo pra dar unfollow. Eu dei. Eu digo a vcs que eu nem  ia fazer isso antes, pq pra mim twitter não é orkut, e eu não sigo  só gente que eu amo &amp;amp; adoro, mas gente que posta coisa que me  interessa. Mas se a minha sombra gorda tava atrapalhando a visão na  lista de seguidores dela, então tchau.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;         
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    </item>
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      <title>Mr. Harley Quin</title>
      <link>http://quartoescuro.blogdrive.com/archive/448.html</link>
      <pubDate>Tue, 27 Oct 2009 14:15:38 GMT</pubDate>
      <description>
 Doze capítulos praticamente independentes, cada um contando um dos encontros estranhos entre o bem-relacionado Sr. Satterthwaite e o &quot;misterioso Sr. Quin&quot;, e eis o nome do livro que apresenta uma amizade singular.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Satterthwaite é um observador, um conhecedor das pessoas. Conhece muita gente, e as percebe bem. E ele sabe que, quando Quin aparece, algum drama humano está se formando. Às vezes algo novo (O sinal no céu), outras vezes um velho mistério que os muitos anos passados ajudam a resolver (A chegada do Sr. Quin; Na estalagem Bells e Motley), segundo a teoria de Quin. Satterthwaite sempre fica com a impressão de que é Quin o personagem principal, aquele que orquestra a solução do drama, e que ele próprio não passa de um instrumento. Será?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Além de um livro inteirinho dedicado a essa inusitada relação, há ainda um conto, a fascinante história final de &quot;Poirot e o mistério da arca espanhola &amp;amp; outras histórias&quot;. O conto chama-se &quot; O jogo de chá do Arlequim&quot;, e é dos melhores.&lt;br&gt;     
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    </item>
    <item>
      <title>L'Aiguille Creuse + Arsène Lupin</title>
      <link>http://quartoescuro.blogdrive.com/archive/447.html</link>
      <pubDate>Sun, 25 Oct 2009 16:17:34 GMT</pubDate>
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       Arsène Lupin, le gentleman-cambrioleur. Conhecem?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Arsène Lupin é um ladrão finíssimo, especializado em coisa de rico, jóias, artes em geral, papa fina mesmo. Criação do francês Maurice Leblanc, que inventou o termo que hoje é usado para designar um ladrão de alta classe que não usa de nenhuma brutalidade. Um cavalheiro ladrão, um ladrão cavalheiro.&lt;br&gt;&lt;img style=&quot;width: 170px; height: 173px;&quot; src=&quot;http://www.galeon.com/monograficosnicks/img/arsene0.gif&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Eu li meu primeiro Arsène Lupin há muuuuitos anos, nem sei onde está esse exemplar, que acho que era do Arsène Lupin, le gentleman cambrioleur (Br: Arsène Lupin: Ladrão de Casaca). E poucos anos atrás li de seguidinha os dois volumes de &quot;813&quot;: &quot;Le double vie d'Arsène Lupin&quot; (A vida dupla de Arsène Lupin) e &quot;Les trois crimes d'Arsène Lupin&quot; (Os três crimes de Arsène Lupin). Encantei-me novamente pelo personagem, que é aliás um sedutor de mulheres. Mas ele não é um safado, não se engane. Ele as respeita, admira, e ele se apaixona de verdade, e sofre e tudo! Lembre-se de uma coisa: Arsène nunca mata.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Outra característica importantíssima do personagem é seu talento incrível para disfarces. E não simplesmente disfarces, mas pseudônimos, ou ainda heterônimos, vidas duplas, triplas, enfim. As personalidades de Lupin infiltram-se na alta sociedade sob os nomes e nacionalidades mais diversos, criam relações, fama, enquanto Arsène continua agindo. O tempo que ele é capaz de dedicar à formação de um bom heterônimos é tocante. E geralmente nos engana. Numa mesma obra podem aparecer mais de um heterônimo. Um bem óbvio, outro que nos choca totalmente quando revelado (caso que aconteceu comigo tanto em 813 quanto em L'Aiguille Creuse).&lt;br&gt;&lt;br&gt;E aí chegamos em l'Aiguille Creuse (A Agulha Oca). Incrível!! Além do gênio de Lupin, somos apresentados ao gênio em formação do jovem Isidore Beautrelet, que representa rival de altura respeitável, notoriamente digno da admiração de Lupin (de quem Isidore é fã confesso antes de se tornar opositor, sem nunca deixar de ser fã, claro). Do meio pro final, quando nos aprofundamos no mistério secular (milenar!) da Aiguille Creuse, vão surgindo conexões com vários períodos da história da França. Adoro! Mistério com mensagem cifrada pra desvendar, estilão clássico muito bem-feito. Imperdível pra quem gosta de uma boa literatura de mistério.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;img src=&quot;http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7d/Aiguille2.jpg/200px-Aiguille2.jpg&quot;&gt;&lt;br&gt;Voilà! A foto acima mostra as falésias da cidade de Étrétat e o pico branco e rochoso de base submarina que dá título ao romance. Beleza natural bem empregada pelo talento literário.&lt;br&gt;&lt;br&gt;No embalo, resolvi alugar o filme &lt;a href=&quot;http://french.imdb.com/title/tt0373690/combined&quot; target=&quot;_self&quot;&gt;Arsène Lupin&lt;/a&gt;, de 2004. Sem enrolação, digo logo: ruim. Bom elenco, na verdade, mas a colagem de histórias (Aiguille Creuse + La comtesse de Cagliostro (A condessa Cagliostro) + Gentleman Cambrioleur + referências a 813 e provavelmente a outros livros de Arsène que ainda não li) resultou num roteiro feio e sem fio condutor. A personalidade do anti-herói na literatura, como de praxe, é simplificada para as telas e perde muito da graça. Ou seja: ruim.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;img style=&quot;width: 202px; height: 259px;&quot; src=&quot;http://www.adorocinema.com/media/film/images/arsene-lupin/1244853575_arsenelupinposter01.jpg&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Agora tô mais a fim de achar os desenhos animados e a série de televisão. Aliás, vc sabia que, em 1957 Arsène Lupin virou até telenovela brasileira, da TV Tupi?&lt;br&gt;    
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      <title>Onde está a latinidade?</title>
      <link>http://quartoescuro.blogdrive.com/archive/446.html</link>
      <pubDate>Sun, 25 Oct 2009 16:16:57 GMT</pubDate>
      <description>
 Será que é só porque a gente é muito grande? Ou porque a gente fala português, e não espanhol?&lt;br&gt;&lt;br&gt;Nas últimas semanas, aliás, acho que desde que morreu Mercedes Sosa e fiquei numas de ver vídeos dela no youtube, tenho me perguntado exaustivamente onde está a latinidade deste país. Eu sempre lembro de uma professora de antropologia que me fez perceber uma curiosa característica deste nosso país.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Em antropologia, há o Eu e há o Outro, certo? O caso é que na América Latina hispanófonos, ao rever a História, a população identifica-se como o Eu índio, e o Outro é o europeu. Aqui no Brasil, o índio é que o Outro. Ok, é possível que, pelo tamanho do Brasil, a densidade populacional indígena fosse menor, eles fossem mais espalhados, e hoje no fenótipo brasileiro há mais cara de mistura de branco com negro do que com índio (se nos compararmos a peruanos, colombianos, bolivianos, etc.) De qq maneira, ainda que isso seja resultado de uma configuração real, não há dúvida de que acaba por ter uma influência importante no modo como nos vemos, no modo como encaramos nossa colonização portuguesa (que de fato foi bastante diferente da espanhola), no que somos hoje e, por conseqüência, na nossa latinidade.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ainda assim sinto falta desse sentimento de unidade latina que parece ligar os povos hispanófonos da América. Sinto falta e adoraria que ele fosse mesmo mais forte. Sabe o que eu queria? Que a classe média e a classe alta tivessem orgulho de ser brasileiros. E que todos os brasileiros tivessem orgulho de ser latinoamericanos. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Ah, é. Eu vi Diários de Motocicleta ontem, tá?&lt;br&gt;     
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      <title>Dê um Up na sua vida</title>
      <link>http://quartoescuro.blogdrive.com/archive/445.html</link>
      <pubDate>Thu, 22 Oct 2009 17:51:10 GMT</pubDate>
      <description>Tem alguém que ainda não foi ver &lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt1049413/&quot; target=&quot;_self&quot;&gt;Up&lt;/a&gt;? Tem??? Eu já tô quase indo ver de novo!&lt;br&gt;&lt;br&gt;Up é muito mais do que um desenho da Pixar, o que já não era pouco. É possivelmente o desenho mais bonito que eu já vi, e um dos filmes mais inspiradores e tocantes da minha vida! Os primeiros minutos do filme, em que se conta a vida de Carl Fredricksen, já era um curta suficientemente belo pra valer o ingresso, levando o casal na plateia às lágrimas (no meu caso, isso é até comum demais, mas o marido...). &lt;br&gt;&lt;br&gt;Mas ainda viria muito mais. Em forma de desenho animável agradável pra crianças, o que vem é uma lição de vida tão simples para os adultos incautos que foram parar ali, simples como uma bofetada repleta de carinho. As reações de Carl Fredricksen são humanas e reais: o medo, o isolamento que a velhice e a tristeza trazem de bagagem, a falta de paciência com o menino Russell. Pero sín perder la ternura jamás! Carl é terno em suas fraquezas, ao lutar primeiro por seu sonho, sua casa, sua lembrança, seu velho amor. Seu apego às coisinhas pequenas e frágeis daquela casa voadora que tanto representa pra ele, que representa tudo o que ele teve de felicidade na vida, seus esforços pra manter-se ligado a esse passado feliz, essa recordação. Carl é tão gente quanto eu e você.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;img src=&quot;http://www.diariodopara.com.br/imagensdb/132900phazyjajisueej_m.jpg&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;E se você for ao cinema com seu grande amor, segure bem firme na mão dele. Eu fiz isso. É no coração que a gente guarda as lembranças e o amor. Não sobre a lareira. E sempre dá pra ser feliz.&lt;br&gt;&lt;br&gt;p.s.1: Tem um &lt;a href=&quot;http://www.diariodopara.com.br/colunas_lerv2.php?idcoluna=86&quot; target=&quot;_self&quot;&gt;artigo bacana sobre esse filme no Diário do Pará&lt;/a&gt;, apesar da enormidade de erros de ortografia.&lt;br&gt;&lt;br&gt;p.s.2: A voz de Carl é do Chico Anysio. Um primor.&lt;br&gt;
 
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      <title>No Garfield de hoje não tem Garfield</title>
      <link>http://quartoescuro.blogdrive.com/archive/444.html</link>
      <pubDate>Sun, 18 Oct 2009 21:47:16 GMT</pubDate>
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      <title>Adélia Prado numa quarta de poesia</title>
      <link>http://quartoescuro.blogdrive.com/archive/443.html</link>
      <pubDate>Thu, 24 Sep 2009 14:33:37 GMT</pubDate>
      <description>Quem diz que cunhado não é parente não conhece a minha história, pois o meu é: é meu primo! (rs) E é poeta, de quebra, e dos bãos, e como é uma pessoa generosa, compartilha poeminhas e poemões no seu site &lt;a href=&quot;http://caisdosilencio.com/&quot; target=&quot;_self&quot;&gt;Cais do Silêncio&lt;/a&gt;, de link permanente ali na minha listinha lateral. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Minha dica é que, caso gostem de módicas porções semanais de boa poesia, inscrevam-se no mailing da quarta-feira. Poesia sem excessos, na medida exata, dos melhores do Brasil e do mundo. A gente olha, lê, e de vez em quando tem aquele dia, aquela quarta-feira, que as palavras tocam mais fundo e caem como luvas. Assim foi a dose de ontem, com um tantinho de Adélia Prado:&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;pre wrap=&quot;&quot;&gt;Pranto Para Comover Jonathan&lt;br&gt;&lt;br&gt;Os diamantes são indestrutíveis?&lt;br&gt;Mais é meu amor.&lt;br&gt;O mar é imenso?&lt;br&gt;Meu amor é maior,&lt;br&gt;mais belo sem ornamentos&lt;br&gt;do que um campo de flores.&lt;br&gt;Mais triste do que a morte,&lt;br&gt;mais desesperançado&lt;br&gt;do que a onda batendo no rochedo,&lt;br&gt;mais tenaz que o rochedo.&lt;br&gt;Ama e nem sabe mais o que ama.&lt;/pre&gt;&lt;br&gt;
 
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      <title>Brincando de casting: campanha para remake de &quot;Que Rei Sou Eu?&quot;</title>
      <link>http://quartoescuro.blogdrive.com/archive/442.html</link>
      <pubDate>Thu, 17 Sep 2009 18:34:24 GMT</pubDate>
      <description>
       Outro dia o Emerson veio me perguntar, todo animado: &quot;Sabe que novela das sete vai ganhar um remake?&quot;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Fiquei eufórica! &quot;Que rei sou eu?&quot;!&lt;br&gt;&lt;br&gt;Até ele ficou triste. Não era, era Ti-ti-ti, que é ótima, e tudo mais, mas não é &quot;Que rei sou eu?&quot;, né? Daí começamos a brincar de casting de remake! Como tava muito difícil chegar a um consenso em casa, a maioria dos personagens ganhou uma lista de candidatos ao papel.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Tô lançando a campanha, hein? Comprem a ideia!!&lt;br&gt;&lt;br&gt;1) Jean-Pierre (Edson Celulari): Murilo Rosa, Eriberto Leão, Malvino Salvador, Thiago Lacerda. Muuuitas opções de bonitosos...&lt;br&gt;&lt;br&gt;2) Aline (Giulia Gam): Vanessa Giácomo, Fernanda Paes Leme, mas ainda não tô satisfeita com a Aline... Tem que ser jovem, doce, mas forte, com cara de heroína corajosa.&lt;br&gt;&lt;br&gt;3) Juliette (Claudia Abreu): Ísis Valverde, Sophie Charlotte.&lt;br&gt;&lt;br&gt;4) rainha Valentine (Tereza Raquel): Soraya Ravenle, Eliane Giardini, Arlete Salles, Susana Vieira.&lt;br&gt;&lt;br&gt;5) Pichot (Tato Gabus Mendes): Daniel de Oliveira, Bruno Gagliasso.&lt;br&gt;&lt;br&gt;6) conselheiros: eram vários conselheiros, (interpretados por Jorge Dória, Carlos Augusto Strazzer, John Herbert, Oswaldo Loureiro e Laerte Morrone) e preferi fazer uma lista geral. Herson Capri, Odilon Wagner, Osmar Prado, Otávio Augusto, Antonio Calloni.&lt;br&gt;&lt;br&gt;7) Bergeron (Daniel Filho), o único conselheiro honesto: Daniel Dantas, Leopoldo Pacheco, Edson Celulari.&lt;br&gt;&lt;br&gt;8) Ravengar (Antonio Abujamra): muito difícil, quase impossível, e a vontade que eu tinha era de ver de novo o próprio repetindo o papel. Até no filho dele, André Abujamra, eu pensei. Mas consegui arriscar Tony Ramos, Ney Latorraca e Odilon Wagner.&lt;br&gt;&lt;br&gt;9) Corcoran (Stenio Garcia): Fábio Lago, Lázaro Ramos, Mateus Nachtergaele.&lt;br&gt;&lt;br&gt;10) Madeleine (Marieta Severo): Patrícia Pillar.&lt;br&gt;&lt;br&gt;11) Suzanne (Natália do Valle): Regiane alves, Débora Falabella&lt;br&gt;&lt;br&gt;Contribuições??&lt;br&gt;         
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