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"Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: 'Navegar é preciso, viver não é preciso' Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para casar como eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-lo penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo (e a minha alma) a lenha desse fogo. Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade. É a forma que em mim tomou o misticismo de nossa Raça." [Nota de Soares Feitosa "Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra, cf. Plutarco, in Vida de Pompeu] - Esta nota foi retirada da Revista Agulha.Curioso o que a tradução faz com as palavras. "Preciso" tem o duplo sentido de "necessário" e de "exato", e eu sempre cri no duplo sentido como se tivera sido conscientemente atribuído. Navegar tem precisão, exatidão, mas a vida, não. Mas a frase romana original não tinha esse sentido... |
| Emerson June 1, 2009 09:21 AM PDT É! O duplo sentido quem deu foi o Fernando Pessoa. Sou capaz de apostar que as traduções da frase de Pompeu para o português antes do poema de Fernando Pessoa era uma tradução ao pé da letra. | ||
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