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Um daqueles casos em que Conan Doyle prova que o seu forte não é "whodunit". Na Faixa Malhada, não há dúvidas de que o padrasto, dr. Roylott, é culpado não só do assassinato da irmã da srta. Helen Stoner mas como também provavelmente tentará matá-la por causa da proximidade do casamento. A chave neste caso é: descobrir o que é a faixa malhada, saber como a irmã gêmea de Helen morreu e garantir a segurança de Helen. As Faias Cor de Cobre é talvez o meu caso favorito no volume "Um Escândalo na Boêmia". O modo abrupto como o empregador a escolheu logo deixou claro que a aparência dela era determinante. O casal Rucastle era bizarro, e as condições impostas no emprego, aquele estranho teatrinho, era óbvia que alguma farsa se passava ali e que Violet Hunter havia sido incluída nela como peça-chave, e inocente. Não importava "quem" havia feito (ou faria) o quê. Era óbvio que o "quem" era Jefro Rucastle, com a provável cumplicidade da esposa. O que não sabíamos era: que farsa era aquela? Por que Violet Hunter? Qual o objetivo da farsa? Violet estava em perigo? Apenas Violet estava em perigo, ou mais alguém estava envolvido?...
Os casos curtos, que são a maioria da literatura de Sherlock Holmes, permitem que, mesmo sem o chamariz clássico do "whodunit", o ritmo do mistério seja contagiante! |
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