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Dois detetives particulares, provavelmente os dois mais famosos da história da literatura, e é impossível não pensar em um quando se lê o outro. Holmes e Poirot sabem trabalhar em conjunto com a polícia, normalmente fazendo pouco da força oficial (apesar de Poirot ter sido parte da força policial belga). Holmes considera-se detetive particular consultivo. Sua formação é muito mais científica (química, venenos, pegadas, cinzas), mas também dispõe de um conhecimento inigualável sobre história do crime. Poirot despreza o tipo de método utilizado por Holmes, de andar pela cena do crime com lente de aumento procurando traços e vestígios. Para Poirot, o verdadeiro trabalho investigativo se dá nas "pequenas células cinzentas". Mas Holmes é muito mais do que um cão perdigueiro em busca de uma pista. Além de um homem de ação (boxeador excelente!), seus métodos de observação, dedução e exclusão são os principais guias de suas ações, e eles são cerebrais. No quesito "eu me acho o máximo", os dois empatam. E os pobres Hastings e Watson é que sofrem.
Segue um pequeno trecho de um diálogo entre Watson e Holmes no finalzinho do Estudo em Vermelho: "- Confesso que não o compreendo muito bem – disse eu. - Já esperava por isso.", conclui Holmes, e sem sarcasmo. É apenas uma constatação!
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