Quarto escuro...



28.5.09
Fogo no Rabo

A melhor ideia do Video Show de todos os tempos: reprisar Fogo no Rabo!


Literatura pop

Numa comunidade do Orkut, alguém lançou um tópico perguntando aos demais se Dan Brown seria o novo Dostoiévski. Pelo que percebi, a discussão foi lançada com ironia, mas a maioria das pessoas que se envolveram na discussão responderam ferozmente que não, que a comparação era ridícula, etc.

Eu só li um livro do Dostoievski, e três do Dan Brown, e gosto dos dois. Não acho nem um pouco semelhantes, mas em termos de estilo. Em termos de qualidade, seriam eles comparáveis?

Meu bem, pra começar, tudo é comparável, né? Eu acho extremamente cafona o preconceito que existe contra os escritores de best-seller. Parece que só porque o livro vendeu muito, o cara já é ruim. Já se lê com preconceito, quando se lê. Quantas vezes você já não ouviu gente que fala mal do Paulo Coelho sem ler? Pra princípio de conversa eu acho muita presunção achar que meia dúzia de intelôs estão mais certos do que milhões de pessoas. A gente não devia partir do princípio de que a maioria é burra (quase citando Nelson Rodrigues, de quem eu não gosto), nem faz sentido. Tem gente que se acha mais esperto que a Academia Brasileira de Letras, só porque o Paulo Coelho tá lá. Mas não é mesmo muita empáfia? Tão certos os imortais, que foram capazes de reconhecer a grandeza do autor brasileiro de maior sucesso mundial em toda a história, e não seria tacanho não reconhecer isso? Que bom que a ABL não é tacanha, né?

Balzac, Victor Hugo, Conan Doyle, Machado de Assis, esses caras publicavam suas histórias em capítulos de jornais. Isso não é literatura popular?

Eu acho que o mundo seria melhor se as pessoas lessem mais. Vocês não acham? Mas vocês esperam que as pessoas adquiram o hábito de leitura como? Começando por Dostoiévski? Vamo combinar que é uma leitura mais difícil (e por isso valorizada, coisa que eu acho bem besta). Uma vez eu estava esperando meu marido na porta do meu antigo emprego, e tinha uma moça esperando alguém também. Eu estava lendo Ponto de Impacto (que é mais ou menos, não gostei tanto), e a moça lia Anjos e Demônios. Acabamos começando a conversar. Ela disse que antes só lia livro espírita, mas tinha lido O Código Da Vinci e tinha adorado, e agora estava lendo outro Dan Brown. Livro espírita tem muita saída no Brasil, eu não gosto, mas deixa eles! Têm seu papel, introduzem na leitura, preenchem uma lacuna. Não a minha, mas a de muita gente.

Todo escritor, quando lança um livro, quer que ele venda muito. Duvido que muitos escritores tenham como sonho de consumo ser lido por uma centena de intelectuais, aclamado por uma crítica pequena e elitista. Aposto que prefeririam ir parar na lista dos dez mais vendidos por semanas consecutivas, ter seu livro discutido em todo canto, de cafés e restaurantes a pontos de ônibus, esbarrar com pessoas na rua com seu livro na mão, suas ideias fluindo na cabeça de milhares de pessoas.

Literatura é uma cultura, um prazer e uma escolha. Escolha a sua, não despreze as demais.

27.5.09
A Inglaterra de Agatha Christie e de Sherlock Holmes

Uma das coisas que eu mais adoro dos livros da Agatha é a imersão no dia-a-dia antigo da Inglaterra da primeira metade do século XX. Além de um mistério a ser resolvido, Agatha é mestra em desenhar com delicada precisão a Inglaterra comum, familiar, rotineira, de interior, de um jeito tão natural que você se sente parte da coisa como se fosse o óbvio. Aquelas casas com gerações de família, sempre com algum criado, mesmo que não fosse uma família de posses, agregados, casas com nomes (adoro!). A maioria das histórias de Agatha se passa fora da capital, nos muitos qualquercoisa-shire.

Isso é um diferencial, pois o ambiente de Sherlock é Londres. Mas nas histórias de Sherlock Holmes, o ponto central é sempre o apartamento da Baker Street, ao qual o cliente vai para procurar o detetive. A rotina de Sherlock Holmes, muito pouco rotineira, na verdade, seus métodos muito ágeis, suas visitas noturnas aos pontos mais baixos da capital inglesa, a desenvoltura com que ele se move nesses locais, todos esses aspectos embaçam nossa visão do quadro da vida londrina do final do século XIX. Conan Doyle não pinta esse retrato. Uma vez que as suas histórias se passam centralmente num mesmo lugar, nossa visão do todo é comprometida.

Mas os passos de Holmes pela capital inglesa renderam esse delicioso (e hoje acho que até meio raro) guia de Londres, que eu orgulhosamente possuo : ) [imagem garimpada no librarything.com]

Diferentemente das histórias de Agatha, pois seja com Hercule Poirot, seja com Miss Marple, o detetive é que se desloca para a cena do crime, então a cada livro nós conhecemos uma nova família, um novo local, uma nova casa, uma nova rotina. Juntando todas essas peças, o quadro geral da Inglaterra do século XX é generoso em informações e cores, complementados sempre por muitos ingleses viajando (normalmente África ou Ásia).

"O Caso do Hotel Bertram" se desenrola em Londres, como poucos de Agatha, mas a atmosfera do hotel é quase uma piada interna. Escrevendo já com mais de 70 anos, Agatha arrumou um modo de voltar ao passado tipicamente inglês sem sair da década de 60: muito engenhoso! Trazendo para o papel principal um hotel cuja missão era de fazer parar o tempo, Agatha nos mostra como talvez sempre tenha sabido que um de seus fortes era a naturalidade com que compunha o cenário inglês: com maestria!

26.5.09
“Whodunit”? - “ A Faixa Malhada” e “As Faias Cor de Cobre”

Um daqueles casos em que Conan Doyle prova que o seu forte não é "whodunit". Na Faixa Malhada, não há dúvidas de que o padrasto, dr. Roylott, é culpado não só do assassinato da irmã da srta. Helen Stoner mas como também provavelmente tentará matá-la por causa da proximidade do casamento. A chave neste caso é: descobrir o que é a faixa malhada, saber como a irmã gêmea de Helen morreu e garantir a segurança de Helen.

As Faias Cor de Cobre é talvez o meu caso favorito no volume "Um Escândalo na Boêmia". O modo abrupto como o empregador a escolheu logo deixou claro que a aparência dela era determinante. O casal Rucastle era bizarro, e as condições impostas no emprego, aquele estranho teatrinho, era óbvia que alguma farsa se passava ali e que Violet Hunter havia sido incluída nela como peça-chave, e inocente. Não importava "quem" havia feito (ou faria) o quê. Era óbvio que o "quem" era Jefro Rucastle, com a provável cumplicidade da esposa. O que não sabíamos era: que farsa era aquela? Por que Violet Hunter? Qual o objetivo da farsa? Violet estava em perigo? Apenas Violet estava em perigo, ou mais alguém estava envolvido?...

Momento em que Violet encontra uma perturbadora pista na gaveta em seu quarto...

Os casos curtos, que são a maioria da literatura de Sherlock Holmes, permitem que, mesmo sem o chamariz clássico do "whodunit", o ritmo do mistério seja contagiante!

22.5.09
Ai, mas que saudade eu sinto do pronome...

Diálogo na novela das sete (que eu nem gosto muito):

"- O que ____ quer, Judith?
- Mamãe, _____ vai deixar que ela fale assim?
- ______ Acha que eu me importo?"

Por que você não é sujeito na novela das sete?

20.5.09
Cabelos de mim, de ti, de todas elas

Um dia eu tava dentro de um provador, numa loja de roupas femininas, e escutei a seguinte frase, no meio de uma conversa de vendedoras:

- Ser loira dá trabalho. [no que eu, loira, pensei lá dentro do provador: "dá??"] Tem que ficar retocando raiz...

Então não é bem "ser" loira que dá trabalho. É "parecer" loira.

Outro dia eu tava pensando num tempo em que as mulheres e seus cabelos eram diferentes. Você podia gostar mais de um tipo de cabelo assim, de um tipo de cabelo assado. Hoje em dia, os cabelos são todos iguais! Porque qualquer mulher pode ter o cabelo que quiser: parece libertário? Ou parece fórmula de insatisfação? Tintas + alisamentos + escova + baby-liss + a máxima charmosamente repetida "nenhuma mulher está satisfeita com seu cabelo" = insatisfação, identidade difusa e mulheres iguais.

Franja tá na moda? Vanessa Giácomo tem cabelo lisinho, pode ficar na moda rapidinho! Mas a Taís Araújo também pode! Cabelo afro não é empecilho algum...



Esse visual também já foi usado por Carolina Dieckmann, que já teve os célebres os cachos "naturais", carro-chefe da Gisele Bündchen. Esse modelão suuuper natural é copiado pra caramba por aí afora.

 

Olha só a Angélica, com os tais cachos naturais... ou não!



Só que, no caso da Angélica, eu lembro de como o cabelo dela é de verdade...



Você pode até achar essa foto cafona e meio fora de moda, ok. Mas a pessoa hoje não tem mais direito ao seu próprio cabelo? Hoje a gente vê um daqueles programas de TV a cabo de "entre feia e saia bonita", todas saem tão parecidas! Era legal quando as belezas eram diferentes umas das outras...

14.5.09
Meu olho direito

Eu tenho ceratocone no olho direito; é uma deformação na córnea. A dita cuja fica em forma de cone, e para piorar a cabeça do cone nem ao menos fica centralizada no meio do olho, fica mais pra baixo. Isso é pra explicar.

meu ceratocone

Eu descobri isso em outubro de 2007, numa consulta de rotina, porque meu astigmatismo tinha aumentado muito e não havia óculos que me fizessem enxergar direito. O primeiro especialista em córnea com que me consultei, ainda em São Paulo, me pôs na fila do transplante de imediato. Eu havia descoberto o ceratocone há cerca de dez dias. Ele afirmou que, com a minha curvatura de córnea, a lente de contato rígida (única que corrige a visão pra quem tem ceratocone) nem pararia no meu olho. Saí de lá deprimida, com medo, enfim, sessão de tortura de primeira.

Sorte minha que esse médico não era do meu plano de saúde, e fui atrás de outro que fosse. A glória. Um mês depois da sessão de tortura, eu saía de uma consulta rindo sozinha, feliz, aliviada, confiante. Com o outro médico eu testei a lente rígida, que ficou otimamente parada no meu olho (mas não se iludam, ela incomoda pra caramba), e mais: ele disse que, como ela não faz regredir nem estacionar o ceratocone, eu a utilizaria para o meu conforto visual, unicamente. Se eu não quisesse usar todo dia, tudo bem. Antes mesmo que eu pudesse sair da fila do transplante, ainda durante o primeiro mês de testes da lente dura, me ligaram pois havia uma córnea pra mim. Feliz da vida, pude passá-la adiante pra quem precisasse mais, porque eu estava de lente e satisfeitésima.

Aí eu me mudei de cidade, e fui em outro médico, que recomendou que eu fosse me consultar com outro especialista, em uma terceira cidade, que é o bam-bam-bam em uma terceira opção de tratamento (uma outra cirurgia), que segundo ele não me foi recomendada em São Paulo porque os paulistas não gostam desse método.

Médicos são humanos, têm gostos e desgostos, mas saúde é muito sério, e a gente fica como? A gente escolhe o que a gente gosta mais, não existe "o certo"? Quando a gente tem um problema de saúde, a gente quer "o certo", a solução pro meu problema, me diga qual é que eu faço. Três médicos, três tratamentos diferentes propostos. Sou eu que escolho??? E que tarimba eu tenho?

Dá vontade de fazer um cursinho supletivo de oftalmologia. Tem?

13.5.09
Sherlock Holmes & Hercule Poirot

Dois detetives particulares, provavelmente os dois mais famosos da história da literatura, e é impossível não pensar em um quando se lê o outro.

Holmes e Poirot sabem trabalhar em conjunto com a polícia, normalmente fazendo pouco da força oficial (apesar de Poirot ter sido parte da força policial belga). Holmes considera-se detetive particular consultivo. Sua formação é muito mais científica (química, venenos, pegadas, cinzas), mas também dispõe de um conhecimento inigualável sobre história do crime. Poirot despreza o tipo de método utilizado por Holmes, de andar pela cena do crime com lente de aumento procurando traços e vestígios. Para Poirot, o verdadeiro trabalho investigativo se dá nas "pequenas células cinzentas".

Mas Holmes é muito mais do que um cão perdigueiro em busca de uma pista. Além de um homem de ação (boxeador excelente!), seus métodos de observação, dedução e exclusão são os principais guias de suas ações, e eles são cerebrais.

No quesito "eu me acho o máximo", os dois empatam. E os pobres Hastings e Watson é que sofrem.

Poirot e Hastings, por seus mais clássicos intérpretes: David Suchet e Hugh Fraser.

Segue um pequeno trecho de um diálogo entre Watson e Holmes no finalzinho do Estudo em Vermelho:

"- Confesso que não o compreendo muito bem – disse eu.

- Já esperava por isso.", conclui Holmes, e sem sarcasmo. É apenas uma constatação!

Watson e Holmes em ilustração de Sidney Paget.

11.5.09
Um Estudo em Vermelho – o primeiro caso de Sherlock Holmes

No clássico caso em que os dois amigos Sherlock Holmes e John Watson se conhecem, o mistério é de arrepiar. O caso é utilizado para nos dar o esquema geral do método de dedução de Holmes, e uma das frases que resume sua lógica: elimine tudo o que é impossível, e o que sobrar, por mais improvável que seja, é a verdade. Ele se define como detetive particular consultivo, ou seja, ele é acionado pelos próprios investigadores policiais quando estes não sabem mais o que fazer.

O caso tem todos os elementos que eu adoro: uma morte misteriosa, numa casa abandonada, com uma mensagem escrita na parede com sangue. Holmes entra no local do crime como um cão perdigueiro, com mil olhos, que veem todas as pegadas e os traços deixados no chão, na lama, analisa as cinzas de cigarros, charutos, de cujos vestígios consegue depreender as marcas com facilidade, medindo a altura do suspeito só pela distância entre os passos, usando e abusando de sua lente de aumento. Esses são os métodos mais característicos de Holmes (métodos que Poirot abomina, mas isso é assunto pra outro post).

Holmes e sua lente de aumento "estudando" a inscrição na parede: "Rache".

Nesse caso podemos verificar uma das diferenças mais notórias entre Conan Doyle e Agatha Christie. De fato é impossível matar a charada sozinho. Holmes, ao longo do caso, tem acesso a informações que não nos passa, pois vemos o caso pelos olhos de Watson. O máximo que podemos fazer é nos deixar despertar por algumas pequenas pistas que podem ser importantes, como um telegrama dizendo "J.H. está na Europa".

Mas uma diferença importante entre os dois autores e os dois tipos de romances policiais: Agatha Christie faz o tipo de trama "whodunit", e Conan Doyle, não. O que mais importa é descobrir quem fez, e nem sempre isso é o aspecto central dos casos de Sherlock Holmes. Descobrir o como, o onde está o assassino, pegá-lo, impedir o pior, tudo isso pode se tornar o ponto do caso de Holmes.

No Estudo em Vermelho, a narrativa meio deslocada que surge no meio da história explica o que jamais poderíamos descobrir. A triste história que se passa no Utah embeleza e romanceia o crime sórdido e feio. É longa, mas não acho cansativa (a do Signo dos Quatro, contada por Jonathan Small, eu acho mais chata), e dá um colorido diferente e inusitado à trama londrina. Um Estudo em Vermelho é absolutamente imperdível para quem quer descobrir Sherlock Holmes.

Brigham Young: um dos fundadores da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Ele faz uma "guest appearance" nada lisonjeira na narrativa de Jefferson Hope sobre os acontecimentos que precederam o crime.

p.s.: A filha de Conan Doyle disse: "You know father would be the first to admit that his first Sherlock Holmes novel was full of errors about the Mormons." Não dá pra levar ao pé da letra o que é dito ali sobre os mórmons. É uma obra de ficção, não custa lembrar.






9.5.09
Gregory House & Sherlock Holmes

O paralelo entre os dois personagens (que eu AMO) não foi óbvio para mim. Na verdade eu tive que me deparar com essa comparação na Wikipedia, que vergonha. Mas a partir de então, tudo passou a se encaixar como uma luva.


Pra começar, os nomes: Holmes, tirando o "S", pronuncia-se como home, "lar" em inglês. House, bem, House é house, "casa". Falando em casa, House mora no apartamento 221B, como Holmes. Seus melhores amigos têm as mesmas iniciais: dr. John Watson e dr. James Wilson, sem mencionar que o nome do meio de John Watson é Hamish, a forma escocesa do nome James. Continuando nos detalhes, ambos os "detetives" são dependentes químicos (House de Vicodin, Holmes de cocaína e tabaco), músicos (House toca piano e guitarra, Holmes toca violino) e solteirões convictos de difícil convivência. E aí entramos no campo mais importante, o do método. O que ambos buscam sempre, em última instância, é a verdade, e através principalmente na observação (embora Holmes, diferentemente de Poirot, seja um homem de ação). Já li comparações entre as duas personalidades. Bem, é certo que Sherlock Holmes é extremamente racional e não se envolve demais com seus clientes, e que também não quer pegar os casos mais bestas (mas parece que pega, sim, só que o Watson não relata), mas Holmes não é bruto com os clientes, na verdade os trata até com bastante educação.

Sir Arthur Conan Doyle reconheceu que sua inspiração para a criação do personagem foi um professor que teve na faculdade de Medicina (sim, sim, Conan Doyle era médico!), chamado Joseph Bell. Na página "O Autor e Sua Obra", constante em todos os volumes das Aventuras de Sherlock Holmes publicados pelo Círculo do Livro, lê-se que Conan Doyle "observava com espanto os poderes de dedução de um de seus professores, Joseph Bell, a quem descreveria como uma figura de águia, de maneira bizarras e o estranho dom de notar certos detalhes. 'Se ele fosse detetive, chegaria certamente a fazer desse exercício cativante mas sem um fim preciso algo de semelhante a uma ciência exata.'"

Mais referências

A primeira paciente de House, ou melhor, a paciente do episódio piloto, chamava-se Rebecca Adler, sobrenome de Irene Adler, a única mulher que fascinou Sherlock Holmes. Irene Adler também é mencionada no episódio "Joy to the world", da quinta temporada. Wilson conta à nova equipe uma historinha inventada sobre uma paciente pela qual House se apaixonara, chamada Irene Adler. A paciente teria dado de presente a House um livro antigo de medicina de Joseph Bell, o professor de Conan Doyle citado anteriormente, mas na verdade quem deu o livro foi Wilson. Todas essas referências eu percebi, mas passei batida pelos créditos do nome do cara que atirou no House no episódio "No Reason", final da segunda temporada: Moriarty! Outra foi no episódio "It's a Wonderful Lie", quarta temporada, quando o House ganha uma segunda edição de Conan Doyle de Natal.

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Uma coisa tão í­ntima...




"Quando eu ouço alguém suspirar 'A vida é dura', eu sempre sou tentado a perguntar, 'Comparado a quê?'"

Sydney J. Harris



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