Quarto escuro...



15.4.07
Novos olhares, de verdade

Meu nome é Bruna, tenho 29 anos. Esta carta é um pedido de que verdadeiros novos olhares comecem a ser sugeridos para este país.

Tenho visto com felicidade o preconceito aos poucos diminuir neste país, muito embora concorde com o ponto de vista abordado na série “Novos Olhares”, de que tenho gostado (pelo menos das que vi). Concordo que o preconceito tem-se mascarado, porque pega mal ter preconceito, hoje, contra negros e gays. As pessoas dizem “tenho amigos gays e gosto deles, pra mim tudo bem. Contanto que não venham se agarrar na minha frente”. Por quê? Por que os gays não têm o direito de manifestar carinho em público? Isso é muito cruel.

Mas resolvi escrever esta carta para falar de uma outra crueldade. Uma crueldade contra uma minoria ignorada, inclusive pelos “Novos Olhares”. Uma minoria que ainda não está “na moda”. Sou obesa e vejo com tristeza e desgosto que o preconceito contra os gordos e obesos não só é permitido e lícito, como é incentivado pela mídia (TV inclusa). Lembro de um episódio de “A Diarista” (programa de que gosto bastante, também) no qual a Marinete fazia diversas piadinhas com o Figueirinha: muitas piadas de gordo, mas, obviamente, nenhuma de negro. Por que é que de gordo pode?

A obesidade é uma doença, alguém ainda coloca isso em dúvida? Na Malhação já teve uma linda professora cadeirante que namorou e foi feliz, mas o menino obeso era o palhaço. As necessidades especiais dos cadeirantes têm sido cada vez mais respeitadas, reflexo de uma evolução da sociedade. Um local público que não tenha rampas e/ou elevadores para cadeirantes é malvisto. Mas um barzinho só com cadeiras de plástico (que obviamente não servem para um obeso) não é malvisto. Malvisto é o gordo, que diabos ele veio fazer aqui, se o ridículo nem cabe na cadeira? Veio comer, é claro. Gordo só faz isso.

As novelas já andaram defendendo, com competência (ou não), os alcoólatras do preconceito, deixando também claro que é uma doença. Mas a obesidade, não. O gordo não tem perdão, isso tem que ser falta de vergonha na cara. O gordo não tem direito ao amor, ao sexo, à sensualidade, a não ser que seja levada pro ridículo, como diversas vezes no Zorra Total, por exemplo. O gordo tem direito à alegria, mas não à felicidade. A gorda pode ser amiga, mas não namorada (mesmo que o gordo possa ser namorado, ou seja, com mulher é ainda pior).

Voltando ao Sérgio Loroza, acho meio chato quando, na Dança dos Famosos, alguém diz que ele é um “exemplo”. Ele não precisa disso, ele não dança bem “apesar” de ser gordo, ele dança bem e pronto, uma coisa não tem nada a ver com a outra. É claro que ele pesa mais e vai ter algumas dificuldades que uma pessoa magra não terá, mas ele dança muito bem, ele dá show! Não precisa ser uma caricatura, e espero que não permitam que ele se torne uma, porque estou torcendo muito por ele. Ele tem charme, suíngue, graça, ritmo, carisma, sensualidade, ginga, o cara é muito fera! Os comentários do Carlinhos de Jesus, sim, foram interessantes. Ele encarou as dificuldades de um obeso ao dançar com objetividade, e não com pena.

Outro triste exemplo é o do “Super Sincero”. Hoje ele grita para o passageiro “você, gordo, senta aí”. Certamente não passa pela cabeça de ninguém botar o ator pra gritar “senta aí, preto”. Isso deseduca muito mais do que se possa imaginar. Em casa, os pais riem, as crianças riem. Na rua, os pais fingem, e as crianças apontam. Sou uma mulher linda, feliz, muito amada, bem casada pra caramba (só pra constar, eu já casei obesa), sexualmente realizada. O que essas crianças têm visto e aprendido pra que me apontem na rua, cochichem e riam de mim? A responsabilidade, na minha opinião, neste caso, é principalmente da mídia. Estou certa de não ser a única que vai ficar feliz ao ver esse tipo de mudança.

Ah, aproveito para dizer que espero que a Carola não precise emagrecer pra ser feliz.

18.3.07
Marie-Antoinette

Um desperdício de dinheiro, de tempo e, principalmente, de tema. Primeiro pensei que era implicância com a Sofia Coppola, mas infelizmente ela terá de arcar com as conseqüências de ter feito uma merdinha de filme com um puta livro (Antonia Fraser) e com uma personagem apaixonante e inesquecível.

Não esqueçam que eu amo a Marie-Antoinette, tá?

Agora imaginem-se vendo um filme da vida de Cristo que termina com o beijo de Judas. Vendo o Mágico de Oz apenas até o fim do furacão. Cinderela só até a meia-noite do baile. Imagine-se vendo Titanic e, na hora em que o iceberg aparece, o filme acaba. É isso que acontece em Marie-Antoinette. Aquela sensação de filme com continuação, só que essa porcaria não tem continuação!

Como é que alguém se dispõe a fazer um filme sobre ela sem mostrar o drama em Paris, a prisão, a morte?? É revoltante! Não é só porque eu sou fã e li o livro, eu sempre sou supercondescendente com as simplificações do cinema, acho que consigo entender bem a diferença de linguagens. Isso não foi simplificação pro cinema, foi uma mutilação! Uma edição grotesca, como uma entrevista honesta cortada por um jornalista desonesto.

Sofia exagerou na caracterização da futilidade e dos gastos. Faltou contexto, a infância muito familiar e pouco pomposa, a educação incompleta e muito superficial, faltou o carinho real que existiu entre o casal de herdeiros. Até entendo que o filme teve de tomar como verdadeira a forte suspeita de caso entre MA e Fersen (não há provas concretas, mas a própria Antonia Fraser diz que é bastante provável que tenha sido real), mas a mudança que a maternidade operou na vida de MA ficou tão estranha e sem contexto! MA foi uma mãe devotadíssima. Ela amava muito seus filhos, nomear a Princesa de Lamballe como Governanta dos Filhos da França foi prova disso. Ela tinha de confiar totalmente nas pessoas que cuidavam de seus filhos. Para ela, ser mãe do herdeiro mudou toda a sua relação com a França. Era agora o país que seu filho ia governar. Por isso ela jamais pensou em fugir, quando o bicho pegou.

E pegou feio mesmo, mas não tivemos tempo de ver. Nem mesmo as razões para a hostilidade dos franceses em relação a MA pudemos conhecer. E isso era importante, pra fazer sentido tudo o que aconteceu depois. Mas não tem problema, né? A gente nem mesmo ia saber o que ia acontecer depois!

Aí eu tive que ouvir no banheiro duas senhoras conversando, uma delas dizendo como tudo era parecido com a juventude fútil de hoje. Ai, que raiva que me deu aquilo! Queria ver o que qualquer um dos espectadores que estavam rindo dos rituais de colocar o casal na cama após o casamento iria fazer se estivesse no lugar deles. A realeza é muito diferente da juventude com dinheiro. Havia um peso, uma cobrança absurda pra ter filhos (machos!!), não havia muita chance de ser feliz, você era obrigado a trocar de roupa, comer, tomar banho, acordar, parir na frente dos outros!

Mas não acho que a culpa seja só da diretora, Sofia Coppola. O roteiro é que é realmente horrível.

Ei! Ela foi a roteirista!

É, não tem jeito...

8.1.07
Apaixonada pelo urso Tito



Tito e seu bolo de aniversário: dá pra resistir a esse biquinho-sorrisinho meigo?

3.1.07
Os livros que eu li em 2006

Ponto de Impacto, Dan Brown
Código da Vinci Ilustrado, Dan Brown
A Garota das Laranjas, Jostein Gaarder
A princesa sob os refletores, Meg Cabot
A Gruta Gorgônea, Lemony Snicket
Harry Potter and the Philosopher's Stone, JK Rowling
Harry Potter and the Chamber of Secrets, JK Rowling
Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, JK Rowling
Autobiografia não autorizada, Lemony Snicket
Arquivo Artemis Fowl, Eoin Colfer
La Double Vie d'Arsène Lupin, Maurice Leblanc
Le Journal de Marie-Antoinette, Kathryn Lasky
Le Trois Crimes d'Arsène Lupin, Maurice Leblanc
The Merchant of Venice, William Shakespeare
Le Bourgeois Gentilhomme, Molière
O Penúltimo Perigo, Lemony Snicket

Foram só 16. Realmente meu curso de francês atrapalhou a performance. Comparemos com o balanço de 2005:

A Volta do Parafuso, Henry James
O Fabuloso Maurício, Terry Pratchett
Heidi, Johanna Spyri
Crime and Punishment, Fiodor Dostoiévski
Alice in Wonderland, Lewis Carroll
Through the Looking Glass, Lewis Carroll
Harry Potter and the Half-Blood Prince, JK Rowling
Artemis Fowl e o Código Eterno, Eoin Colfer
O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams
O Restaurante no Fim do Universo, Douglas Adams
Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, Gustavo Cerbasi
Linguagem Corporal, Allan e Barbara Pease
Ana Karenina, Léon Tolstói
Sem Dramas, Jeeves, PG Wodehouse
Morte no Nilo, Agatha Christie
O Homem do Terno Marrom, Agatha Christie
Onze Minutos, Paulo Coelho
A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken, Jostein Gaarder
Pippi in the South Seas, Astrid Lindgren
Obrigado, Jeeves, PG Wodehouse
Orgulho e Preconceito, Jane Austen
O Código da Vinci, Dan Brown
Anjos e Demônios, Dan Brown
O Escorregador de Gelo, Lemony Snicket

24 em 2005. Nessas listas há releituras. No momento estou lendo:

Marie-Antoinette, Antonia Fraser
Do Olimpo a Camelot, David Leeming
O Santo Graal e a Linhagem Sagrada, Michael Baigent, Henry Lincoln e Richard Leigh
O Livro das Religiões, Jostein Gaarder + 2
A Conturbada História das Bibliotecas, Matthew Battles

Acho que só. Os dois últimos estou lendo há mais de um ano. Que vergonha. Não vou listar a pilha que tenho pra ler. Aí já é demais, né?

Update: esqueci de dizer que também estou lendo Os Maias, Eça de Queirós.

28.11.06
Objeto de desejo

Dvd da Hello Kitty!

16.11.06
Quando eu crescer eu quero ser a Sophia Loren...
11.11.06
Momento nostalgia antes do jantar

"O elefante é fã de Parmalat,
O porco cor-de-rosa e o macaco também são;
O panda e a vaquinha só querem parmalat,
Assim, como a foquinha, o ursinho e o leão...

O gato mia,
O cachorrinho late;
O rinoceronte só quer leite Parmalat!

Mantenha os seus filhotes fortes,
Vamos lá...
Trate seus bichinhos com amor e Parmalat"

"O búfalo falou que é bom
O gorila falou que faz bem
O tigre-de-bengala diz que não fica sem
O elefante, o porco-espinho e a zebra adoram também

O urso branco, o urso pardo
O leão marinho e o esperto leopardo
Toda a floresta vira uma festa
Quando tem o iogurte Parmalat"

Estou há quase um mês sem tomar leite de vaca...

1.11.06
Um país dividido? - reflexões pós-eleições

O clima que se criou entre o primeiro e o segundo turno foi medonho, e acho que aqui em São Paulo foi pior. Mesmo sendo maioria no país, aqui os eleitores do Lula prudentes evitavam falar em voz alta, meu marido achava que eu nem devia usar minha estrelinha do PT pra ir votar, com medo de alguém arrancar meu dedo com uma mordida! (risos)

A coisa ficou tão estranha que eu mesma votei no Lula no segundo turno me sentindo muito diferente de quando votei nele no primeiro. Votei no primeiro turno querendo mais evitar o segundo turno e a possibilidade de uma vitória do Alckmin, porque na verdade eu ainda não estava certa se queria votar no Lula ou no Cristóvam Buarque. No segundo turno, a imprensa (pelo menos a parte marrom dela) e o PSDB me fizeram de novo uma apaixonada eleitora do PT. Esta reportagem da Carta Capital ilustrou com fatos concretos a sensação irritante que eu já tinha. Pra mim parecia desde o princípio muito claro que os Sanguessugas existiam desde o governo anterior, mas por que a Globo não falava disso? Pra mim também parecia bastante claro que não era bonito comprar dossiê contra os adversários políticos, mas provavelmente o que compunha o dossiê também não devia ser nada bonito. Mas quem se interessou por essa parte? O Jornal Nacional jogou nomes e fatos como uma metralhadora, mesmo em detrimento de fatos extremamente mais importantes como a queda do avião da Gol...

Duas coisas me irritavam muito: 1) presumir que o eleitorado brasileiro é tão facilmente manipulável (e não é, as urnas provaram); 2) muitos eleitores do Alckmin realmente serem ingênuos ou burros o bastante pra acreditar que, num país como o nosso, possa realmente haver um abismo moral tão grande entre dois partidos políticos, a ponto de eu ter visto um adesivo num carro que dizia: "o bem sempre vence o mal. Geraldo Presidente". Fala sério. É leseira demais pro meu gosto. Se eu sei que no meu partido há corruptos e honestos, sei também que nos outros partidos é a mesma coisa. Como é que se pode mesmo acreditar que este governo seja o mais corrupto da História? Na ditadura sequer sabíamos o que acontecia!

Eu também não compro o discurso do Lula quando ele diz que ele quer investigar tudo. Se o governo pudesse, tivesse tido base suficiente, teria com certeza barrado muitas dessas CPIs. Bom pra nós que não conseguiu. Mas se qualquer um quiser pesquisar poderá ver quantas foram barradas nos governos federais do FHC e estadual do Alckmin. Quem não deve não teme, certo? É fácil não ser corrupto assim.

Outro aspecto que me chamou muito a atenção foi o poder do pobre. O Lula venceu por causa dos pobres, e quem precisa mais que eles eleger um presidente? Pô, gente, alguém acha que o Brasil tem algum problema que seja mais grave, urgente e cruel que a desigualdade social? De que me serve um país que cresça 10% ao ano pra 10% da população? A mim não satisfaz. Eu ouvi uma pessoa dizer que estava escolhendo seu candidato (ao governo estadual, no caso) porque seu emprego dependia disso. Se os eleitores só pensam em si mesmos na hora de votar, por que acham que podem esperar que os governantes não façam o mesmo?? Os políticos são tão gente quanto nós, tão brasileiros quanto nós e saem da mesma sociedade que nos pariu.

E o Alckmin demorou a perceber o poder do voto do pobre. Só no finzinho da campanha ele estava falando pra quem não votava nele, porque antes o tempo todo ele só fazia campanha de fidelidade, sabe? Só falava o língua dele, dos que já eram eleitores dele. E quem tá perdendo não pode se contentar com isso. Na última semana de campanha tinha gente distribuindo adesivo e bandeira do PSDB em Higienópolis! Minha gente, isso faz algum sentido? Aliás, a votação do Alckmin em São Paulo sempre foi uma coisa que me bestificou. Fui só eu que fiquei com medo do PCC? Pra mim sempre pareceu que a pior votação deveria ser aqui, mas vai entender o eleitor paulista. Eu não entendo.

Só tem uma coisa que eu entendi a respeito do eleitorado paulista (ou paulistano, sei lá), e foi uma coisa que me deixou muito triste. Eu sou paraense, de Belém (fica no Norte, e não no Nordeste, como tive que ouvir um monte de vezes aqui em SP), e moro aqui desde 1998. Gosto e não gosto, acho que como em qualquer lugar. Mas sei que existe preconceito. Vi algumas expressões surpresas ao longo desses 8 anos de pessoas que achavam improvável que uma moça bonita, branca, inteligente, poliglota, educada, informada e que fala muito bem o português pudesse vir de Belém do Pará (ou de qualquer lugar lá de cima). "Nossa, você aprendeu francês em Belém?"; sim, e inglês, alemão, italiano e, principalmente, português (até onde eu sei o segundo melhor do Brasil, só perde pro falado no Maranhão, nosso vizinho). Minha melhor amiga, paraense (aliás de família maranhense) ouviu no ônibus uma senhora falando que o Lula só ganhava no Norte e no Nordeste, porque no Sul e no Sudeste, "onde a gente é mais cabeça"... Dá pra acreditar?? Fiquei revoltada! Na segunda-feira, no Bom Dia Brasil, até o Alexandre Garcia disse que o eleitorado do Lula é "menos esclarecido"!

O fato de a pessoa ter estudado menos não significa que a visão política dela é inferior à minha ou à sua. Me lembro de uma discussão acalorada numa aula da faculdade porque uma professora (muito jovem e iludida) achava que o sorveteiro tinha menos consciência política que todos nós ali dentro da sala de aula. A bichinha quase foi linchada. A democracia só prova uma coisa: os votos têm todos o mesmo valor, meu bem.

P.S.: Sobre o país dividido, a Veja incentiva com esta capa; a Istoé, mais responsável, nos chama à razão com esta, na mesma semana. Se o país se dividir, somos todos que teremos de agüentar o rojão de um governo engessado...

18.10.06
A "imparcialidade" da revista semanal

Minha nova música favorita (de Max Gonzaga)

Sou classe média.
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal

(A propósito...



Na mesma semana...)

Sou classe média,
compro roupa e gasolina no cartão
Odeio "coletivos" e
vou de carro que comprei a prestação

Só pago impostos,
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um
Pacote CVC tri-anual

Mas eu "tô nem aí"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "tô nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda

Mas fico indignado com o Estado
Quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado
Que me estende a mão

O pára-brisa ensaboado
É camelô, biju com bala
E as peripécias do artista
Malabarista do farol

Mas se o assalto é em "Moema"
O assassinato é no "Jardins"
E a filha do executivo
É estuprada até o fim

Aí a mídia manifesta
A sua opinião regressa
De implantar pena de morte
Ou reduzir a idade penal

E eu que sou bem informado
Concordo e faço passeata
Enquanto aumento a audiência
E a tiragem do jornal

Porque eu não "tô nem aí"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "tô nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda

Toda tragédia só me importa
Quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar
Quem já cumpre pena de vida


5.10.06
Agora imagina só o escândalo se fosse o contrário...

"Santinhos trocam número de Lula

Santinhos com a foto do candidato à releeição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocada sobre o número da legenda de Geraldo Alckmin (PSDB) foram distribuídos no último domingo, dia de eleição. Os panfletos foram entregues na zona rural de Pernambuco, na região de Santa Maria da Boa Vista.


Panfletos traziam foto de Lula junto ao número de Alckmin

Segundo Vandinho Dias, do site Supramax, os papéis - que também traziam fotos, nomes e números de candidatos PFL e PMDB - estavam sendo entregues por cabos eleitorais a pessoas de aparência humilde e roupas simples. "A intenção era levar os eleitores menos instruídos a votarem no Alckmin pensando ser o Lula", avalia Vandinho.

A Polícia Federal recolheu parte do material que estava exposto perto de um local de votação e já realiza investigação em busca da gráfica e dos distribuidores dos santinhos. Há indícios de que esta prática também tenha ocorrido em outras regiões. "

(Do Terra)

Desafio os que me mandam email falando mal do Lula que tentem me convencer a votar no Alckmin falando bem dele. Tentem me convencer, queridos, tentem...

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Uma coisa tão í­ntima...




"Quando eu ouço alguém suspirar 'A vida é dura', eu sempre sou tentado a perguntar, 'Comparado a quê?'"

Sydney J. Harris



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