Quarto escuro...



18.3.07
Marie-Antoinette

Um desperdício de dinheiro, de tempo e, principalmente, de tema. Primeiro pensei que era implicância com a Sofia Coppola, mas infelizmente ela terá de arcar com as conseqüências de ter feito uma merdinha de filme com um puta livro (Antonia Fraser) e com uma personagem apaixonante e inesquecível.

Não esqueçam que eu amo a Marie-Antoinette, tá?

Agora imaginem-se vendo um filme da vida de Cristo que termina com o beijo de Judas. Vendo o Mágico de Oz apenas até o fim do furacão. Cinderela só até a meia-noite do baile. Imagine-se vendo Titanic e, na hora em que o iceberg aparece, o filme acaba. É isso que acontece em Marie-Antoinette. Aquela sensação de filme com continuação, só que essa porcaria não tem continuação!

Como é que alguém se dispõe a fazer um filme sobre ela sem mostrar o drama em Paris, a prisão, a morte?? É revoltante! Não é só porque eu sou fã e li o livro, eu sempre sou supercondescendente com as simplificações do cinema, acho que consigo entender bem a diferença de linguagens. Isso não foi simplificação pro cinema, foi uma mutilação! Uma edição grotesca, como uma entrevista honesta cortada por um jornalista desonesto.

Sofia exagerou na caracterização da futilidade e dos gastos. Faltou contexto, a infância muito familiar e pouco pomposa, a educação incompleta e muito superficial, faltou o carinho real que existiu entre o casal de herdeiros. Até entendo que o filme teve de tomar como verdadeira a forte suspeita de caso entre MA e Fersen (não há provas concretas, mas a própria Antonia Fraser diz que é bastante provável que tenha sido real), mas a mudança que a maternidade operou na vida de MA ficou tão estranha e sem contexto! MA foi uma mãe devotadíssima. Ela amava muito seus filhos, nomear a Princesa de Lamballe como Governanta dos Filhos da França foi prova disso. Ela tinha de confiar totalmente nas pessoas que cuidavam de seus filhos. Para ela, ser mãe do herdeiro mudou toda a sua relação com a França. Era agora o país que seu filho ia governar. Por isso ela jamais pensou em fugir, quando o bicho pegou.

E pegou feio mesmo, mas não tivemos tempo de ver. Nem mesmo as razões para a hostilidade dos franceses em relação a MA pudemos conhecer. E isso era importante, pra fazer sentido tudo o que aconteceu depois. Mas não tem problema, né? A gente nem mesmo ia saber o que ia acontecer depois!

Aí eu tive que ouvir no banheiro duas senhoras conversando, uma delas dizendo como tudo era parecido com a juventude fútil de hoje. Ai, que raiva que me deu aquilo! Queria ver o que qualquer um dos espectadores que estavam rindo dos rituais de colocar o casal na cama após o casamento iria fazer se estivesse no lugar deles. A realeza é muito diferente da juventude com dinheiro. Havia um peso, uma cobrança absurda pra ter filhos (machos!!), não havia muita chance de ser feliz, você era obrigado a trocar de roupa, comer, tomar banho, acordar, parir na frente dos outros!

Mas não acho que a culpa seja só da diretora, Sofia Coppola. O roteiro é que é realmente horrível.

Ei! Ela foi a roteirista!

É, não tem jeito...

8.1.07
Apaixonada pelo urso Tito



Tito e seu bolo de aniversário: dá pra resistir a esse biquinho-sorrisinho meigo?

3.1.07
Os livros que eu li em 2006

Ponto de Impacto, Dan Brown
Código da Vinci Ilustrado, Dan Brown
A Garota das Laranjas, Jostein Gaarder
A princesa sob os refletores, Meg Cabot
A Gruta Gorgônea, Lemony Snicket
Harry Potter and the Philosopher's Stone, JK Rowling
Harry Potter and the Chamber of Secrets, JK Rowling
Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, JK Rowling
Autobiografia não autorizada, Lemony Snicket
Arquivo Artemis Fowl, Eoin Colfer
La Double Vie d'Arsène Lupin, Maurice Leblanc
Le Journal de Marie-Antoinette, Kathryn Lasky
Le Trois Crimes d'Arsène Lupin, Maurice Leblanc
The Merchant of Venice, William Shakespeare
Le Bourgeois Gentilhomme, Molière
O Penúltimo Perigo, Lemony Snicket

Foram só 16. Realmente meu curso de francês atrapalhou a performance. Comparemos com o balanço de 2005:

A Volta do Parafuso, Henry James
O Fabuloso Maurício, Terry Pratchett
Heidi, Johanna Spyri
Crime and Punishment, Fiodor Dostoiévski
Alice in Wonderland, Lewis Carroll
Through the Looking Glass, Lewis Carroll
Harry Potter and the Half-Blood Prince, JK Rowling
Artemis Fowl e o Código Eterno, Eoin Colfer
O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams
O Restaurante no Fim do Universo, Douglas Adams
Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, Gustavo Cerbasi
Linguagem Corporal, Allan e Barbara Pease
Ana Karenina, Léon Tolstói
Sem Dramas, Jeeves, PG Wodehouse
Morte no Nilo, Agatha Christie
O Homem do Terno Marrom, Agatha Christie
Onze Minutos, Paulo Coelho
A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken, Jostein Gaarder
Pippi in the South Seas, Astrid Lindgren
Obrigado, Jeeves, PG Wodehouse
Orgulho e Preconceito, Jane Austen
O Código da Vinci, Dan Brown
Anjos e Demônios, Dan Brown
O Escorregador de Gelo, Lemony Snicket

24 em 2005. Nessas listas há releituras. No momento estou lendo:

Marie-Antoinette, Antonia Fraser
Do Olimpo a Camelot, David Leeming
O Santo Graal e a Linhagem Sagrada, Michael Baigent, Henry Lincoln e Richard Leigh
O Livro das Religiões, Jostein Gaarder + 2
A Conturbada História das Bibliotecas, Matthew Battles

Acho que só. Os dois últimos estou lendo há mais de um ano. Que vergonha. Não vou listar a pilha que tenho pra ler. Aí já é demais, né?

Update: esqueci de dizer que também estou lendo Os Maias, Eça de Queirós.

28.11.06
Objeto de desejo

Dvd da Hello Kitty!

16.11.06
Quando eu crescer eu quero ser a Sophia Loren...
11.11.06
Momento nostalgia antes do jantar

"O elefante é fã de Parmalat,
O porco cor-de-rosa e o macaco também são;
O panda e a vaquinha só querem parmalat,
Assim, como a foquinha, o ursinho e o leão...

O gato mia,
O cachorrinho late;
O rinoceronte só quer leite Parmalat!

Mantenha os seus filhotes fortes,
Vamos lá...
Trate seus bichinhos com amor e Parmalat"

"O búfalo falou que é bom
O gorila falou que faz bem
O tigre-de-bengala diz que não fica sem
O elefante, o porco-espinho e a zebra adoram também

O urso branco, o urso pardo
O leão marinho e o esperto leopardo
Toda a floresta vira uma festa
Quando tem o iogurte Parmalat"

Estou há quase um mês sem tomar leite de vaca...

1.11.06
Um país dividido? - reflexões pós-eleições

O clima que se criou entre o primeiro e o segundo turno foi medonho, e acho que aqui em São Paulo foi pior. Mesmo sendo maioria no país, aqui os eleitores do Lula prudentes evitavam falar em voz alta, meu marido achava que eu nem devia usar minha estrelinha do PT pra ir votar, com medo de alguém arrancar meu dedo com uma mordida! (risos)

A coisa ficou tão estranha que eu mesma votei no Lula no segundo turno me sentindo muito diferente de quando votei nele no primeiro. Votei no primeiro turno querendo mais evitar o segundo turno e a possibilidade de uma vitória do Alckmin, porque na verdade eu ainda não estava certa se queria votar no Lula ou no Cristóvam Buarque. No segundo turno, a imprensa (pelo menos a parte marrom dela) e o PSDB me fizeram de novo uma apaixonada eleitora do PT. Esta reportagem da Carta Capital ilustrou com fatos concretos a sensação irritante que eu já tinha. Pra mim parecia desde o princípio muito claro que os Sanguessugas existiam desde o governo anterior, mas por que a Globo não falava disso? Pra mim também parecia bastante claro que não era bonito comprar dossiê contra os adversários políticos, mas provavelmente o que compunha o dossiê também não devia ser nada bonito. Mas quem se interessou por essa parte? O Jornal Nacional jogou nomes e fatos como uma metralhadora, mesmo em detrimento de fatos extremamente mais importantes como a queda do avião da Gol...

Duas coisas me irritavam muito: 1) presumir que o eleitorado brasileiro é tão facilmente manipulável (e não é, as urnas provaram); 2) muitos eleitores do Alckmin realmente serem ingênuos ou burros o bastante pra acreditar que, num país como o nosso, possa realmente haver um abismo moral tão grande entre dois partidos políticos, a ponto de eu ter visto um adesivo num carro que dizia: "o bem sempre vence o mal. Geraldo Presidente". Fala sério. É leseira demais pro meu gosto. Se eu sei que no meu partido há corruptos e honestos, sei também que nos outros partidos é a mesma coisa. Como é que se pode mesmo acreditar que este governo seja o mais corrupto da História? Na ditadura sequer sabíamos o que acontecia!

Eu também não compro o discurso do Lula quando ele diz que ele quer investigar tudo. Se o governo pudesse, tivesse tido base suficiente, teria com certeza barrado muitas dessas CPIs. Bom pra nós que não conseguiu. Mas se qualquer um quiser pesquisar poderá ver quantas foram barradas nos governos federais do FHC e estadual do Alckmin. Quem não deve não teme, certo? É fácil não ser corrupto assim.

Outro aspecto que me chamou muito a atenção foi o poder do pobre. O Lula venceu por causa dos pobres, e quem precisa mais que eles eleger um presidente? Pô, gente, alguém acha que o Brasil tem algum problema que seja mais grave, urgente e cruel que a desigualdade social? De que me serve um país que cresça 10% ao ano pra 10% da população? A mim não satisfaz. Eu ouvi uma pessoa dizer que estava escolhendo seu candidato (ao governo estadual, no caso) porque seu emprego dependia disso. Se os eleitores só pensam em si mesmos na hora de votar, por que acham que podem esperar que os governantes não façam o mesmo?? Os políticos são tão gente quanto nós, tão brasileiros quanto nós e saem da mesma sociedade que nos pariu.

E o Alckmin demorou a perceber o poder do voto do pobre. Só no finzinho da campanha ele estava falando pra quem não votava nele, porque antes o tempo todo ele só fazia campanha de fidelidade, sabe? Só falava o língua dele, dos que já eram eleitores dele. E quem tá perdendo não pode se contentar com isso. Na última semana de campanha tinha gente distribuindo adesivo e bandeira do PSDB em Higienópolis! Minha gente, isso faz algum sentido? Aliás, a votação do Alckmin em São Paulo sempre foi uma coisa que me bestificou. Fui só eu que fiquei com medo do PCC? Pra mim sempre pareceu que a pior votação deveria ser aqui, mas vai entender o eleitor paulista. Eu não entendo.

Só tem uma coisa que eu entendi a respeito do eleitorado paulista (ou paulistano, sei lá), e foi uma coisa que me deixou muito triste. Eu sou paraense, de Belém (fica no Norte, e não no Nordeste, como tive que ouvir um monte de vezes aqui em SP), e moro aqui desde 1998. Gosto e não gosto, acho que como em qualquer lugar. Mas sei que existe preconceito. Vi algumas expressões surpresas ao longo desses 8 anos de pessoas que achavam improvável que uma moça bonita, branca, inteligente, poliglota, educada, informada e que fala muito bem o português pudesse vir de Belém do Pará (ou de qualquer lugar lá de cima). "Nossa, você aprendeu francês em Belém?"; sim, e inglês, alemão, italiano e, principalmente, português (até onde eu sei o segundo melhor do Brasil, só perde pro falado no Maranhão, nosso vizinho). Minha melhor amiga, paraense (aliás de família maranhense) ouviu no ônibus uma senhora falando que o Lula só ganhava no Norte e no Nordeste, porque no Sul e no Sudeste, "onde a gente é mais cabeça"... Dá pra acreditar?? Fiquei revoltada! Na segunda-feira, no Bom Dia Brasil, até o Alexandre Garcia disse que o eleitorado do Lula é "menos esclarecido"!

O fato de a pessoa ter estudado menos não significa que a visão política dela é inferior à minha ou à sua. Me lembro de uma discussão acalorada numa aula da faculdade porque uma professora (muito jovem e iludida) achava que o sorveteiro tinha menos consciência política que todos nós ali dentro da sala de aula. A bichinha quase foi linchada. A democracia só prova uma coisa: os votos têm todos o mesmo valor, meu bem.

P.S.: Sobre o país dividido, a Veja incentiva com esta capa; a Istoé, mais responsável, nos chama à razão com esta, na mesma semana. Se o país se dividir, somos todos que teremos de agüentar o rojão de um governo engessado...

18.10.06
A "imparcialidade" da revista semanal

Minha nova música favorita (de Max Gonzaga)

Sou classe média.
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal

(A propósito...



Na mesma semana...)

Sou classe média,
compro roupa e gasolina no cartão
Odeio "coletivos" e
vou de carro que comprei a prestação

Só pago impostos,
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um
Pacote CVC tri-anual

Mas eu "tô nem aí"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "tô nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda

Mas fico indignado com o Estado
Quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado
Que me estende a mão

O pára-brisa ensaboado
É camelô, biju com bala
E as peripécias do artista
Malabarista do farol

Mas se o assalto é em "Moema"
O assassinato é no "Jardins"
E a filha do executivo
É estuprada até o fim

Aí a mídia manifesta
A sua opinião regressa
De implantar pena de morte
Ou reduzir a idade penal

E eu que sou bem informado
Concordo e faço passeata
Enquanto aumento a audiência
E a tiragem do jornal

Porque eu não "tô nem aí"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "tô nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda

Toda tragédia só me importa
Quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar
Quem já cumpre pena de vida


5.10.06
Agora imagina só o escândalo se fosse o contrário...

"Santinhos trocam número de Lula

Santinhos com a foto do candidato à releeição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocada sobre o número da legenda de Geraldo Alckmin (PSDB) foram distribuídos no último domingo, dia de eleição. Os panfletos foram entregues na zona rural de Pernambuco, na região de Santa Maria da Boa Vista.


Panfletos traziam foto de Lula junto ao número de Alckmin

Segundo Vandinho Dias, do site Supramax, os papéis - que também traziam fotos, nomes e números de candidatos PFL e PMDB - estavam sendo entregues por cabos eleitorais a pessoas de aparência humilde e roupas simples. "A intenção era levar os eleitores menos instruídos a votarem no Alckmin pensando ser o Lula", avalia Vandinho.

A Polícia Federal recolheu parte do material que estava exposto perto de um local de votação e já realiza investigação em busca da gráfica e dos distribuidores dos santinhos. Há indícios de que esta prática também tenha ocorrido em outras regiões. "

(Do Terra)

Desafio os que me mandam email falando mal do Lula que tentem me convencer a votar no Alckmin falando bem dele. Tentem me convencer, queridos, tentem...

29.9.06
Meu partido é um coração partido

Fiquei um tempo pensando se deveria escrever alguma coisa sobre as eleições, mas elas simplesmente não saem da minha cabeça. Nunca as eleições foram tão sofridas pra mim. Cheguei a desejar já estar de férias pra poder justificar, mas minhas férias foram adiadas por uma semana, e vou votar.


Talvez apenas ontem eu tenha conseguido decidir os últimos votos (executivo), mas não sei se declaro desta vez.

Eu sempre fui petista, mas não votava no Lula. Em 2002 fui Lula pela primeira vez, pela primeira vez achei que ele era melhor opção, que já podia estar preparado. Não me sinto bem pensando que este testemunho pode desencorajar votos no PT, porque ainda me sinto como a amante traída, mas é como se ainda amasse o ex-namorado cafajeste, entendem? E me sinto como se tivesse sido traída justamente quando nossa relação se tornou completa; depois de me entregar totalmente, eu vi que ele era igual aos outros.

Isso não quer dizer que não vou mais votar no PT, só quer dizer que nunca mais será a mesma coisa, porque já sei que, como partido, não é diferente dos outros. Eu dava meu voto pro PT, costumava votar só na legenda, para deputados e vereador, e eles que fizessem com meu voto o que lhes conviesse, porque eu acreditava no partido. Hoje acredito em algumas pessoas, desconfio de muitas, e confesso que meu coração chora diante do Lula. Gosto do cara, o cara é bom, é carismático, tenho certeza de que é cheio de boas intenções, e também aparentemente fez muito mais pelos pobres do que eu mesma pude perceber (o que parece estar sendo comprovado até agora, pelo menos nas pesquisas). Mas eu votei nele com muita paixão e confiança, e como poderei de novo confiar como antes? Já não sei se é possível crer que alguém pode não ser corrompido pelo poder. Devo até reconhecer (mesmo diante de alguns tucanos) que, sim, o Lula é um vaidoso (embora não tanto quanto FHC).

Pois é, aí entra o PSDB, que na verdade, pra mim, funciona como o melhor cabo eleitoral do PT. O Alckmin diz que as prisões em São Paulo estão cheias porque a polícia trabalha muito, então porque argumento semelhante não serve para o caso das CPIs? Os escândalos têm aparecido mais simplesmente porque as CPIs não são barradas! Não, gente, isso NÃO justifica o PT, mas também não justifica o PSDB, certo? Algums pessoas têm moral pra falar (me esforço em identificá-las até domingo!), mas nenhum partido tem moral pra falar do outro...

É claro que também tem gente honesta no PSDB, ao menos acho que deve ter, mas aí já é questão de idéia, de ideologia (eu quero sempre uma pra viver, não consigo prescindir). Entre partidos corruptos (que meleca...), procuro os honestos dentro dos partidos cujas idéias mais me agradam. Ainda tenho esse direito, né?

Então não me briguem se eu votar no PT, nem se eu não votar. No momento sou uma pessoa desiludida e triste (mais ainda porque o Lula não foi ao debate, foi um golpe duro no meu resto de paixão petista, a paixão da busca da verdade), enfrentando, cheia de medo, meu desejo de votar. Preferia que fosse facultativo, talvez eu não fosse votar pela primeira vez, mas também duvido disso, porque GOSTO de votar, me sinto incrivelmente bem. Mas não sei se me sentirei assim domingo.

Só tenho coragem de fazer duas campanhas políticas este ano:

1) Por favor, não vote em quem você já sabe que é corrupto. Nem todo mundo é.

2) Se estiver na dúvida, vote na legenda do PV. Ainda parece bastante interessante que esse partido sobreviva.

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Uma coisa tão í­ntima...




"Quando eu ouço alguém suspirar 'A vida é dura', eu sempre sou tentado a perguntar, 'Comparado a quê?'"

Sydney J. Harris



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