Adélia Prado numa quarta de poesia
Quem diz que cunhado não é parente não conhece a minha história, pois o meu é: é meu primo! (rs) E é poeta, de quebra, e dos bãos, e como é uma pessoa generosa, compartilha poeminhas e poemões no seu site
Cais do Silêncio, de link permanente ali na minha listinha lateral.
Minha dica é que, caso gostem de módicas porções semanais de boa poesia, inscrevam-se no mailing da quarta-feira. Poesia sem excessos, na medida exata, dos melhores do Brasil e do mundo. A gente olha, lê, e de vez em quando tem aquele dia, aquela quarta-feira, que as palavras tocam mais fundo e caem como luvas. Assim foi a dose de ontem, com um tantinho de Adélia Prado:
Pranto Para Comover Jonathan
Os diamantes são indestrutíveis?
Mais é meu amor.
O mar é imenso?
Meu amor é maior,
mais belo sem ornamentos
do que um campo de flores.
Mais triste do que a morte,
mais desesperançado
do que a onda batendo no rochedo,
mais tenaz que o rochedo.
Ama e nem sabe mais o que ama.