Quarto escuro...



7.8.10
Nova casa

O QE tá saindo do blogdrive e se mudando pro blogspot.

Acompanhe aqui: http://qe-quartoescuro.blogspot.com/

18.7.10
Perfumes, não há só os líquidos!

Eu nunca fui muito de perfumes, mas ultimamente alguns me conquistaram, especialmente os que não são líquidos, e destaco dois da L'Occitane.

Um é o perfume sólido Fleurs de Cerisier. Ele tem a consistência de um bálsamo e um perfume delicioso! Ótimo de levar na bolsa.



Um outro favorito é o Touche Bonne Humeur Lavande.


À época do lançamento veio também na versão de rosas, o perfume em creme vinha numa embalagem que parece um esmalte!


Já não se acha mais nas lojas, uma pena. Gosto ainda mais desse perfume. Espalha melhor, absorve superbem, e tem um toque azedinho no cheiro que é uma delícia.


Xenofobia: medo e ressentimento plantam sementinhas

Embora haja leitora com saudade das resenhas de cosméticos (meu zeus, há leitores! prometo resenha pra breve!), hoje fui surpreendida com um link de um post que apareceu na minha timeline do twitter (foi um RT do @Cardoso). O post, chamado de "Desabafo", tá num blog que leva o nome de Vegan Junk Food, e vou tentar me eximir dos comentários que costumo tecer sobre vegetarianismo e o retrocesso no processo evolutivo darwiniano, mas que talvez ali esteja produzindo resultados. Ups. Escorreguei. Sóri.

Enfiiiim. Por que eu resolvi comentar esse post com um post, mais do que com um comentário? Porque duas coisas ali falaram diretamente comigo. Primeiro, a moça, massacrada nos comentários, aprendeu o que já aprendi a penas levíssimas, se comparadas às dela. Ela aprendeu que um blog NÃO É um diário, e você não pode não escrever no blog tudo o que escreve no diário, e não ser que não se importe de ouvir a opinião de todo mundo sobre o que você pensa. E muitas vezes o que você pensa pode ofender as pessoas, mesmo que essa não fosse a sua intenção.

E não me parece que fosse a intenção da autora ofender, mas o fez. Dicumforça. Resumindo, pra quem não quer ler o post da garota, Carla, que não sabe que é xenófoba, mas é, se diz morta de pena porque prédios abandonados do centro de São Paulo serão destinados a moradia de sem-teto. Ela acha que os prédios serão destruídos, usando como exemplo Pirituba, que ela considera uma bairro "de nordestinos" e que é "malcuidado e cheio de lixo". Segundo Carla, isso é falta de apego à cidade, que ela ama. Segundo ela, no Nordeste esses nordestinos não sujariam a cidade, e os paulistanos sujariam. Heeeeeein?

1) Acabemos com o turismo. Cada pessoa só respeita a sua cidade, e portanto emporcalhará todas as outras. Ou pelo menos, se ela pensa assim, não quero que ela venha passear na minha cidade. Só posso dizer que não jogo lixo no chão em lugar nenhum, nem aqui em Belém, nem em São Paulo, onde morei, nem em nenhuma cidade onde fiz turismo, seja Mosqueiro, Niterói ou Paris.

2) Que dizer da imigração? Ora, isso tem que terminar! Fique onde está, não emigre!

Onde estaríamos todos se o mundo seguisse essa regra? Quase sete bilhões de pessoas na África. Nem vou mencionar que o sobrenome da moça nada tem de indígena, como destacou um dos que comentaram o post, o que claramente indica que ela também descende de imigrantes, que vieram "emporcalhar" o Brasil. E vieram de bem mais longe.

Vivi 11 anos em São Paulo. Sou paraense, com sotaque e dialeto paraenses pra cacete, sou papa-xibé de chorar no avião chegando a Belém, mas meu fenótipo engana. Alta, grande e gorda, branquela, loira, tenho cara de tudo, menos de nortista (nortista, não nordestina, embora muitos paulistanos achassem que Belém era no Nordeste, né? Pois...). Fiz muitos amigos, mas ouvi MUITA merda, inclusive de gente que eu gostava.

A xenofobia é medo, não ódio. Medo de quem vem de fora, medo de que esse que vem de fora "macule" o que é seu, o que você acha que é "puro". Não quero chegar em Hitler, mas se você fez esse caminho na sua mente, eu entendo.

Não há pureza. Não há pureza em lugar nenhum. Não há pureza na Europa. Celtas, bárbaros (nome puramente xenófobo, queridões), romanos, tudo isso dá origem aos povos europeus puros que tantos querem defender. E o que querem defender no Brasil? Acham mais bonito um país todo dividido, com brancos de um lado, negros do outro? Os morenos e mulatos, os mestiços de japoneses, os caboclos, todos são símbolos da formação desse país. Respeitem isso e agradeçam por ser assim. Podia ser pior.

p.s.: Infelizmente vcs terão de ficar com meu resumo do post que comento aqui, pois o blog em questão foi deletado. Não o post. O blog inteiro.

2.7.10
Brasil fora da Copa de 2010: bora conversar, meninada?

Eeeeeee, não chorei! Em 2006 eu chorei.

Em 2006 eu chorei porque foi pra França, chorei porque o lesado do Roberto Carlos ajeitou o meião na hora do gol. Em 2006 nós tínhamos um mega-time: Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Robinho, Kaká, uma coisa de doido. Desmotivados, como vimos.

Hoje foi um lindíssimo primeiro tempo, gritei, vibrei, torci, achei que o Felipe Melo, aquele zé ruela, jogou bem, eu disse "o Kaká voltou", achei que o Robinho ia brilhar. Fizemos um gol. EEEEEE!!!!!

Não?

No segundo tempo, não foi só o Brasil que ficou apático. A Holanda é que voltou arrasadora, decidida a vencer, e a Holanda, meus filhos, era o time que tinha vencido TODOS os jogos até ali (só a Holanda e a Argentina têm 100% de aproveitamento, lembrem que o Brasil teve um empate). Pensemos o jogo sob o ponto de vista deles. Bastam poucos minutos desse exercício pra perceber que o jogo tinha de ser deles e o resultado foi justo. Foi um jogo histórico pros holandeses, duas vezes eliminados por nós, e que agora vinham num crescente, renascendo com um futebol bem jogado, coisa que não acontece conosco. Não estamos numa boa fase.

Estamos numa entressafra de craques. Os grandes craques estão velhos e fora de forma. Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho. Kaká, machucado. Outros ainda são muito novos, como Gansos e afins. Pra completar, um treinador inexperiente, cabeça dura, grosso, deveras burro, que escalou jogadores muito mais pensando se eles iam rezar pela sua cartilha do que se iam jogar direito. Duzentos e catorze volantes e nenhum motorista. Diante do primeiro adversário grande, sifu. E eu ainda não chorei, garera.

Mas me pira gente que torce contra. Assim, por torcer. Porque "não gosta de futebol". Tem muita gente que não gosta de futebol, ninguém é obrigado. Tem gente que não tá nem aí, aproveita o miniferiado, dorme, faz o que quiser do seu tempo, desliga a tevê, whatever. Eu, em feriado religioso, curto a folga mas tb não vou à missa, nem por isso fico rezando pro padre tropeçar e cair.

Não gostar de futebol não é torcer pro Brasil sair da Copa. Isso é ser chato. Isso é não gostar do Brasil. Isso é querer chamar a atenção do jeito errado.  Tem gente na minha timeline no twitter que fala de outras coisas durante o jogo do Brasil, e fala do que lhe interessa, sem se importar se dez ou duzentos lhe dão atenção. Mas se você diz que não gosta de futebol e torce pela Holanda, meu bem, há algo de estranho, não há?

O que não quer dizer que a Holanda não tenha merecido ganhar. Mereceu pacas. E pode ser bom pro nosso futebol essa onda de não ganhar coisa nenhuma agora. Não dá pra ganhar todas, é claro, tem que dar lugar a outros.

E, como sempre faço, agora que meu Brasil brasileiro amado-adorado e amarelo-canarinho foi passear no bosque, eu vou torcer pra quem o eliminou! Porque sempre fica menos feio se você tiver sido eliminado pelo time que se sagrou campeão, né? :D

Mas sei lá, a Argentina tá jogando tão bonito...

Final Holanda e Argentina, quem curte? Eu! o/

p.s.: Que gramado horrível. Pode fazer jogo da Copa de 2014 na Curuzu, meu bem, se o padrão de qualidade for esse!

21.6.10
Imprensa e Zangado: trollagem na Copa

Só se fala nisso. No Brasil, é claro, porque na França a situação é muito pior, então que bom que o nosso problema é só um técnico estúpido.

EU NÃO TORÇO CONTRA.

É um saco precisar esclarecer isso, né? Mas é preciso.

Acho que o Dunga está fazendo um trabalho até bom, vistos os resultados, embora eu ache que se devem muito mais à qualidade que os jogadores têm do que ao esquema tático com trezentos e doze volantes que o Dunga armou. O Dunga não era técnico antes da seleção. Você contrataria um recém-formado sem experiência para ser presidente da sua empresa? Pois. Começasse num clube, como todo mundo. Seleção é coisa séria.

E logo se vê que é coisa séria não só do ponto de vista técnico. Há o savoir-faire, há a posição, o lidar com os outros e com as situações. Talvez ele tivesse aprendido a lidar com imprensa se tivesse treinado alguns clubes antes. Ou vocês acham que o Felipão tem cara de quem ama dar entrevista? Me parece que não. Mas ele faz sem dar vexame. E o Dunga me fez passar vergonha, chamando um repórter de "cagão" incontáveis vezes na frente de uma sala repleta de jornalistas do mundo inteiro.

Eu não gosto da cobertura esportiva da Globo, faço várias críticas à Globo, mas pelo amor de deus, gente!! Não interessa de onde é esse repórter! O que o Dunga demonstrou naquela cena foi mania de perseguição e uma grosseria injustificável num homem que ocupa uma posição pública, que de algum modo representa meu país num evento mundial!

Acontece que resolveram colar esse episódio e a reportagem (o lamento) que o Tadeu Schmidt fez no Fantástico ao Cala Boca Galvão, e surgiu o desnecessário Cala Boca Tadeu Schmidt. O Tadeu Schmidt é um cara muito legal, um dos poucos repórteres esportivos da Globo que eu ainda gosto (naquele estilo chato da Globo, né?) e as pessoas estão simplesmente pegando carona no esporte de falar mal da Globo, porque dá trabalho demais pensar, e se já mandaram o Galvão calar a boca, por que não mandar também o Tadeu Schmidt? Isso é trollar. E eu nem acredito que estou defendendo a Globo de ser trollada. Críticas podem ser justas, trollagem não.

Isso porque não conseguem dissociar Dunga e seleção. A seleção não é DO Dunga!! Você acha que todo mundo lembra quem era o técnico em cada campeonato do Brasil? A gente lembra é do Pelé, do Garrincha, do Romário, do Ronaldo, pô. A seleção é brasileira, e pra ela eu torço até morrer, não importa quem seja o lesado ali na beira do campo.

E não me venham com chorumelas de que "ah, quando ganhar todo mundo vai dar razão e achar ele certo", que não é verdade. O Parreira foi campeão e eu continuo achando ele um mau técnico, não gosto do futebol dele. Mas não é um paranóico.

Se o Dunga está se vingando das críticas que sofreu em 90, pra isso tem divã. Eu não fiz nada pra ele, e quando ele fala com a imprensa daquele jeito estúpido, respondendo sempre como se estivesse sendo atacado, é comigo que ele está falando. Ao impedir os jogadores de falar com a imprensa (seja prendendo-os na concentração pra "descansar, porque se saírem e a imprensa for atrás é trabalho", né? hein????; seja puxando-os na área mista, não deixando que cheguem os repórteres) pelo menos estabelece um tratamento igual a todos as emissoras, isso é verdade. E como dizem os meninos da ESPN, obriga a Globo a ir atrás de pauta, em vez de botar os jogadores no estúdio pra falar com a Ana Maria Braga e patetices afins. Isso é bom. Mas está transformando o Dunga num ditadorzinho de meia tigela.

Só que agora ele xingou um repórter da Globo, meu filho. E a Globo, que sempre gosta de fingir que tudo está lindo e bem (como a Copa, por exemplo, que eles dizem que vai às mil maravilhas, enquanto a ESPN noticia os roubos em hotéis de delegações e greves/boicotes/não-pagamentos de seguranças), vai fazer de conta que de repente o Dunga virou um bicho (e ele sempre foi, mas a Globo não estava acostumada a ser ofendida diretamente). E aí o tom mudou. Eu algumas vezes assisto os jogos na Globo, por causa da TV digital, mas acompanho toda a cobertura da ESPN (Bate-Bola, Linha de Passe, tudo o que vier pela frente, sempre que eu estiver em casa). E hoje pude ver como esse tom já mudou. Mauro Naves falava em tom de lamento com o patético (detesto, detesto mesmo) Tiago Leifert.

"- Dá até vergonha de falar, Tiago, mas não temos nenhuma informação."

E patati-patatá nessa mesma linha.

O Dunga não fechou a boca ontem, meu filho. Os Andrés Plihal e Kfouri, da ESPN, que cobrem a seleção, arrumaram pauta e tiveram suas entradas bonitinhas na programação. A escassez de informação é antiga e a grosseria do Zangado é fato notório, mas agora a Globo vai valorizar pacas, podem esperar.

Será que isso pode ser bom? Tomara. Vai que a onda da Globo derruba esse mané...

20.6.10
Pão de espinafre (para Lu)

Ingredientes

1 tablete de fermento biológico (15g) - ou 1 CS de fermento biológico seco
1 CS açúcar
1/2 xíc. chá de leite morno
3 xíc. chá de farinha de trigo
1 pacote de creme de espinafre
1/2 xíc. chá de óleo
1/2 xíc. chá de leite frio

P/ pincelar e polvilhar
1 gema
queijo ralado

Modo de preparo

1. Em uma tigela grande, junte o fermento e o açúcar e amasse com a colher até ficar líquido. Coloque o leite morno e 1/2 xíc. de farinha de trigo e misture. Cubra e deixe crescer por 10 minutos.

2. Acrescente o creme de espinafre, o óleo e o leite frio. Junte a farinha restante e misture até que a massa fique pastosa. Coloque em uma fôrma de bolo inglês grande (28 x 11), untada e enfarinhada com farinha de rosca, cubra e deixe crescer por 45 minutos ou até dobrar de volume.

3. Pincele com a gema, polvilhe o queijo ralado e leve ao forno preaquecido (180 graus) por 30 minutos ou até dourar.




Estou agora mesmo fazendo uma variação com creme de cebola, acaba de sair do forno. Vejamos... : )



19.6.10
Free Saramago, porra!

Ontem morreu um dos maiores escritores da literatura mundial. Primeiro nobel de literatura na nossa mal amada língua portuguesa. E após seu triste falecimento, um monte de besteira foi dita no twitter.

Nem quero falar da Marina Silva, cuja assessoria não sabe usar o twitter e causou um mal-estar lamentável. O caso é que todo mundo começou a falar de Saramago, o que era esperado. E a patrulha cultural caiu em cima! A frase mais dita? Coisas do tipo: a maioria dessas pessoas que lamenta a morte do Saramago nunca leu um livro dele!
E daí?? Sabe o que isso parece? Talifãs adolescentes brigando por quem é mais fã do Justin Bieber e há mais tempo!

Eu nunca li Os Lusíadas e sei perfeitamente quão grande é Camões. Uma personalidade é conhecida por si. Niemeyer, quando (se!) morrer, será lamentado por quem nunca foi a Brasília nem a BH nem a Niterói, enfim. Os grandes fazem ver sua sombra a todos.

Alguém (que eu não lembro mesmo quem foi) disse que as pessoas queriam parecer inteligentes e iam buscar citações do escritor português pra tuitar, como se isso fosse crime. Como se, na ocasião de sua morte, o mundo devesse passar por uma sabatina e só os aprovados tivessem o direito de chorar. Pelo menos na morte alguns estão indo atrás da obra dele. Quem sabe, de dez, um seja tocado e resolva ler um livro?

Se a cultura dita "erudita" seguir sendo patrulhada por um exército patético de cultos que não querem que a turba ignóbil toque em suas relíquias sagradas, então isso é a prova de que ignóbeis são os cultos, que não querem compartilhar para não deixar de ser especiais.

Existe algo que falta imenso neste país: cultura geral. Alguém com boa cultura geral pode nunca ter terminado um livro de Saramago, mas sabe quem é ele e sabe que ele é grande. Uma pessoa com boa cultura geral pode não ficar emocionada nem ir deixar recadinho no livro do ouro do site do Le Monde na ocasião da libertação da Ingrid Bettancourt, mas sabe quem ela é. A falta de cultura geral é um mal tão crônico que eu trabalhei numa livraria anos atrás com uma vendedora muito bonita que não sabia quem era o autor de Romeu e Julieta e nem que se tratava de uma peça de teatro. Ela havia passado por uma seleção de uma livraria altamente conceituada de São Paulo.

O twitter é uma ferramenta que nos põe constantemente em contato com temas que desconhecemos. A maioria deles até pode ser inútil. Mas eventualmente um Saramago pode dar sua vida para que uns venham a conhecê-lo melhor.

Saramago é universal. Não é meu, nem seu. Deixe a turba ignóbil jogar o nome dele no Google, ler seu verbete na Wiki. Para alguns, será apenas o começo.

26.5.10
"Nosso esporte é torcer pelo Brasil": fail!!

Eu adoro esporte. Na televisão, tá? Sou doida numa Copa do Mundo, minha felicidade mora nos Jogos Olímpicos, choro nas aberturas, vejo final de judô e por aí vai. Amo futebol. Amo a Seleção Brasileira (não, não AMO o Dunga, mas também não odeio). E é por isso que cada vez mais eu me irrito com o jornalismo esportivo da Globo.

O slogan (na voz de fim de mundo do Galvão Bueno) "Nosso esporte é torcer pelo Brasil" é no mínimo honesto. Comparem com o da ESPN: "Informação é o nosso esporte". Agora escolham sua cobertura esportiva e náo reclamem. Eu ainda vou ter que reclamar, porque acabei de assinar tv a cabo e no meu pacote não tem ESPN. Shitos. Isso tem de ser resolvido, se não entes da Copa, pelo menos antes das Olimpíadas.

Qual é o galho?

Reparem bem. A Globo (Sportv também, mas é um pouco melhor) não faz jornalismo esportivo. Faz oba-oba esportivo. Não se indispõe com ninguém, não critica ninguém, tudo é divino-maravilhoso, como se o Galvão tivesse escrito um código "Caras-Ana Maria Braga" de comportamento pseudo-jornalístico aplicável ao esporte, segundo o qual é mais fácil o Reginaldo Leme estar mentindo do que o fofo do Nelsinho Piquet ter forjado um acidente na sagrada sagradíssima F1. As reportagens sobre a Copa estão de MATAR. Vocês sabem alguma coisa sobre as outras seleções? Quem joga? Quem treina? Quem pega quem? Quem tá jogando bem? Não. Mas você sabe o nome do papagaio do vizinho do padeiro do Daniel Alves e a história emocionante de um ciclista norueguês que está na África do Sul e é fã do Pelé e ... what??? O que isso tem a ver???

A Globo faz reportagem esportiva pra quem não gosta de esporte, pra angariar ibope! Quem já gosta de esporte, quem acompanha, quem conhece, que se exploda! Fazer isso no Fantástico ainda vá lá, mas a verdade é que fazem isso no Esporte Espetacular e no Globo Esporte também! Como está a Holanda? E Portugal? E a França? Quais são os estádios da Copa? Estão prontos? São bons? De verdade, sem oba-oba, deu tudo certo? Porque nisso também, vou te contar, na época do Pan do Rio foi a maior mentirada. A Globo escondeu muita coisa que deu errado. Visualiza como vai ser nas Olimpíadas do Rio.

Eu não sou pessimista, pelo contrário. Quero que dê certo e que seja lindo, e quero ir lá assistir, mesmo! Mas que vai ter coisa que vai dar errado, ah, isso vai, né? Porque também eu não sou burra nem cega. Mas a Globo bem que gostaria que eu fosse.

Eu sei que é cafona falar mal da Globo, é tão batido, né? Mas quer saber uma que eu achei uó? Champions League.

Uau, legal, comprei uma tv full HD e vou ver a final da Champions League, uhuuu!!!

Acreditam que a Globo pegou aquela música linda da Champions League e buliu com ela? POR QUÊ??? Me digam, por que a Globo tem que bulir com tudo? Fazer com TUDO a sua versãozinha Criança Esperança-Viver a Vida, com coralzinho e orquestra? A porra é perfeita, cacete, é de arrepiar, é da UEFA!!! Não é possível que vocês achem de fato que podem fazer melhor, a sério. Ah, mas acham, claro que acham. Não podem deixar de dar seu toque global a tudo. Música da Champions League é algo sagrado. DO-NOT-TOUCH. Aprendeu? Ok.

Não tô dizendo que ficou feio. Tô dizendo que não ficou mais bonito do que o original, então por que diabos mexeram no que era perfeito? Melhor deixar quieto. Não era suficiente estarem transmitindo a Champions League??

Vocês ouviram algum comentário na Globo sobre o ilustríssimo senhor chefe da delegação brasileira na Copa, um imbecil de marca maior que faz qualquer corintiano que se respeite chorar de vergonha, achando viado errado, mas ladrão tudo bem, em foto posada fumando 4 cigarros ao mesmo tempo? Ouviram? Claro que não. Isso é polêmico demais pra Globo, ela não mexe com a CBF. Na ESPN os rapazes estavam indignados com a postura do Andrés Sanchez, e eu, que não sou corintiana, estou sendo obrigada a sentir vergonha também.

Eu acho que existe uma responsabilidade em ser líder de audiência, mas não sou inocente e sei que ali pouco se lixam pra isso, não nesse âmbito. Então, bem, só posso achar ruim, falar mal e preferir ESPN.

Globo, quem deve torcer pelo Brasil sou EU. Vocês devem INFORMAR.

31.3.10
BBB10, a primeira final que eu não assisti

Ontem eu não vi a final do BBB. Não foi uma promessa, e foi menos sacrifício do que eu pensei que seria. Acabei não tendo vontade de verdade. E essa falta de vontade, pra mim, que sou fã do programa, foi um tristeza.

Acho o BBB um programa bem-feito. Uma fórmula que, até então, parecia à prova de falhas, uma vez que era certo que o público decidiria o andamento dessa "novela real". Sempre há quem argumente que o programa é "manipulado" pela produção. No geral, não é. Nem faria sentido, afinal o formato garante que o público fique satisfeito, já que é ele quem decide. Não haveria por que manipular. Mas há sim algumas manipulações, e me lembro de algumas.

Uma, por exemplo, foi a da casa de vidro, no BBB9, a segunda casa de vidro, dentro da casa, com André e Maíra. Na votação na Internet (a única que pode ser medida nas enquetes dos sites, pq o grosso do público q vota por telefone não vai se dar ao trabalho de entrar no Terra ou no Uol só pra responder enquete) o resultado que ganhava era de que os dois NÃO deveriam entrar na casa. Acompanhei isso, votei pra caramba pra eles não entrarem, eu não achava justo (e detestei a Maíra desde o primeiro dia! Do André, nem se fala, alguém conseguiu gostar dele??). Mas eles entraram. Depois, foi divulgado que era porque o voto de telefone tinha mais peso, mas isso não tem como ser comprovado, não há auditoria. É claro que a produção queria que eles entrassem no jogo. Tinha inventado aquela casinha de vidro pra aumentar o programa em mais duas semanas, ninguém iria impedi-los. O erro foi "fingir" que deveria haver uma votação pra isso. Seria melhor que tivessem feito como na casa de vidro do shopping. Punham 4 candidatos e o público escolhia 2. Era mais honesto.

Mas, pra mim, pessoalmente, o BBB10 manteve a escrita lançada pelo BBB5: só BBB ímpar é que presta (rs). Na verdade até poderia dizer que quem lançou a escrita foi o BBB3, que foi muito bom (quem vai discordar da Sabrina Sato, pô? BBB MUITO bom, hein?).

O BBB1 foi um teste, uma versão beta, uma coisa amadora, estranha e sem precedentes. A vitória do Bam-bam foi tão bizarra que até hoje eu não entendo. Embora ele seja comparável ao Dourado (com injustiça, porque o Bam-bam não é um símbolo de violência), eu nunca entendi a vitória dele. E a do Dourado eu entendi. Hpa muitas semanas. Entendi. E fiquei triste.

Eu não torço sempre pros bonzinhos. Vocês acham que o Dhomini era bonzinho? Pffff!!! E o Max? O Max foi uma revelação, um amadurecimento do jogo. Assumiu que era "jogador" (todos são, mas ao mesmo tempo isso é palavrão naquela casa de brinquedo) desde o princípio, fez um jogo aberto e honesto, votou em amigos com tanta franqueza que mal se podia chamá-lo de "traidor", e na beira da praia conseguiu vencer a turma do "chororô", assustadora preferência nacional que me assombrou quase até a final: a Ana Carolina, a netinha mais chata da história da televisão brasileira.

E nem sempre quem ganha tinha minha torcida. No BBB2, por exemplo, acho que eu não torcia pra ninguém, mondi chato! BBB fora de temporada, e provavelmente a edição mais chata. No BBB6, na final, eu torcia pra Mariana. Tinha tido mais história, eu gostava dela, a Mara ganhou por ser pobre. Não acho que ela tenha especialmente apelado pro coitadismo, pelo que me lembro era até discreta. Mas foi uma vitória movida pela pena do brasileiro. Pelo menos ela fez umas coisas interessantes com o dinheiro dela.

Mara e Cida (primeira vencedora mulher, no BBB4) provaram que o público gostava da história dos participantes sorteados. Eu ainda gosto, mas acho improvável que voltem. Não são "reaproveitáveis" depois do programa, porque é tudo "gente marrom", como dizia o Caco Antibes. Eu não gosto de participante sorteado porque são pobrinhos e "merecem" ganhar. Eu gosto porque sabem que não poderão viver da imagem, então têm mais chance de jogar pra valer, como o Agustinho (BBB6) e a Aline (BBB5), que jogou tudo errado, fazendo a X-9, mas jogou e foi divertido pacas vê-la fazendo asneira.

O BBB revelou grandes jogadores, também entre os que não venceram, como o Sammy Ueda, do BBB5, que chegou muito perto mesmo sabendo que não venceria, e Fernanda do BBB10, que acordou pro jogo com "ajuda externa". A carta que ela recebeu foi um tipo de manipulação, sim, e ela mesma revelou que foi chamada no confessionário pelo "chefe" (Boninho) e aconselhada a se soltar mais nas festas.

O que isso prova? Que a produção não queria que o Dourado ganhasse. Que a produção sabia que isso era péssimo pra imagem do programa. Mas era inevitável. O sistema era falho, e não há moto mais forte do que o ódio. O que deu a vitória a Dourado não foram as pessoas que "gostavam" dele, mas as pessoas que compartilhavam de seus ódios. O ódio e o medo se espalharam (sem exagero de minha parte, há muitos depoimentos a esse respeito) país afora, blogueiros, tuiteiros, ex-BBBs recebendo ameaças de violência e de morte. Coisas do tipo "eu sei onde você mora, você vai levar porrada, se o Dourado não ganhar, te encho de tiro". Juro. Vi várias coisas desse tipo. A Globo contratou escolta pro Dicésar. Como uma torcida organizada, deram-se o nome (muy macho!) de Máfia Dourada, encontraram modos de roubar na votação, divulgaram isso internet afora, fizeram ameaças. Isso NÃO PODE ser normal.

E, no entanto, eu não ouvi gritos ontem à noite...

Mas numa quinta-feira de 2005, quando Jean ganhou a liderança (numa prova de perguntas e respostas feita pra ele ganhar), eu gritei em uníssono com gritos na rua, como se fosse gol do Brasil. Eu morava em São Paulo. Minha irmã morava no Rio, e aconteceu a mesma coisa. Ela me falou que até ali não estava acompanhando BBB, mas estava vendo outro canal e quando ouvi toda essa gritaria na rua, mudou pra Globo pra ver o que era. "Caramba! Essa gritaria toda foi porque esse cara ganhou a prova do líder?? Eu vou ver esse BBB."

Cadê essas pessoas que gritaram? Eu tô aqui.

Jean é meu ex-BBB favorito de todos, eu gosto dele de verdade, desde o primeiro momento eu gostei. Sigo ele no twitter. Ele não me decepciona. O BBB5 foi o melhor de todos.

O BBB7 foi um fenômeno, claro. A repetição da burrice de Rogério BBB5 no Caubói BBB7 foi tão ridícula que o cara virou vilão nacional. O Alemão era um playboyzinho, mas era esperto. Bonito, carismático, entendeu o jogo, jogou direito, ganhou de lavada! Torci por ele, torci pra caramba, e ninguém nunca duvidou de sua vitória, a de maior porcentagem em todas as edições.

E agora, el Douradón.

A porcentagem dele não foi alta, 60%, o que mostra que o combate foi duro. Fernanda, como eu disse, me surpreendeu. Se mostrou boa jogadora e se apresentou como opção. Se me dissessem, na segunda semana, que eu chegaria e votar nela, eu ia rir. Mas votei. Voto útil, claro.

A produção do programa continuou inovando, desta vez com o retorno de ex-BBBs. Se você perguntar pro Dourado, ele vai te dizer que é uma ideia excelente. Ele já chegou "dopado" ao jogo. A Joseane não soube aproveitar, mal teve tempo. Dourado não cometeu desta vez o erro que cometeu no BBB4: ele não pegou mulher nenhuma. Isso faria com que ele acabasse demonstrando todo o seu machismo e se desconcentrasse do jogo. Dourado não queria fama, isso ele já sabia que não durava. Ele queria ganhar. E teve seus méritos, reconheço. Reconheci isso cedo. Há mais de um mês eu disse: "o Dourado vai acabar ganhando. Está jogando bem." E estava, mesmo. Eu não via o jogo odiando o Dourado e xingando ele, não. Eu fazia isso com a Lia, isso eu fazia. Mentirosa, manipuladora, uma canalhazinha de marca maior. O Dourado não foi canalha.

Por que uma parte da torcida a favor dele (a parte que não era a Máfia) conseguia dizer que ele não era homofóbico no jogo? Porque ele sabia que deveria tentar esconder isso. Então as pessoas que, no fundo, são homofóbicas mas que sabem que devem socialmente esconder isso se identificaram com ele. Ele gosta do Rocky Balboa (mas só venceu uma luta, pelo que eu soube), alardeia uma honra machista bem falseada com tolerância, o próprio Dicésar (que era um ingênuo, o leso) demorou pra perceber, ficou no amor-e-ódio tempo demais, demorou pra assumir a necessária polarização.

Ele podia disfarçar, mas no fundo, TODOS sabiam que ele é homofóbico, sim. Pode não ser de bater na rua, e não acho mesmo que seja, mas aposto que tem um belo repertório de piadas de gay e que, na academia, treinando, solta com gosto toda a sua homofobia em ambiente permitido. Seu preconceito se revelava até nas asneiras que disse sobre a AIDS. Pelamor, né meu filho? E suástica tatuada? Apelou.

Mas ganhou. Com mérito, um pouco; com a força do ódio de uma torcida violenta que o reconhece como igual, como simbólico, muito. Em termos de jogo, o Dourado, a "jogador" Marcelo Dourado pode até ter merecido ganhar. A sua torcida, JAMAIS. E eu tenho vergonha e medo de um país que dá um milhão e meio de reais a um homem que tem os valores que ele tem.

Por isso, minha absoluta falta de vontade de assistir a final do programa vai ficar marcada com tristeza na minha história pessoal do BBB. A décima edição foi a que me desiludiu. Destruiu bonitinho a ilusão que eu construíra em 2005.

BBB11, faça jus à escrita dos ímpares.

29.3.10
O homem político

Hoje no twitter, meu primo, que é publicitário, comentou que a Marina Silva errava ao não contratar agência nem marketeiro, alegando que assim ela "começava errado". No facebook, alguém comentou o tuíti dele dizendo que "vai ficar difícil pra ela". Esse tuíti e esse comentário desencadearam uma enxurrada de pensamentos aqui nas minhas petites cellules grises.

Primeiro, que fique claro: não sou DE JEITO NENHUM contra agência e marketeiros em campanhas políticas, sério mesmo. Um linda campanha, vendendo uma ideia com a qual eu concordo, é capaz de me marejar os olhos no horário político. Isso é baseado em fatos reais.

Então qual é o meu ponto? (isso soa estranho em português?)

Ninguém, nem mesmo a Marina Silva, acha que ela será eleita presidente da república. Nem a Heloísa Helena achava isso, nenhuma das duas é doida. Elas e outros candidatos menores não se candidatam para ganhar. Eu mesma já me perguntei muitas vezes: "por que alguém entra numa eleição se sabe que não vai ganhar?" Por que a Heloísa Helena se candidatou à Presidência, perdendo a oportunidade segura de mais um mandato como senadora, por exemplo? A resposta não foi imediata nem óbvia para mim.

A política é uma coisa de gente política. E gente política somos TODOS NÓS. Eu digo que não entendo quem diz que não gosta de política porque isso mal é uma escolha, o homem é um animal político, essa frase nem é minha tampouco é questionável. Fazendo, como sempre faço, referência à língua francesa (e aqui com mais propriedade do que nunca, afinal os caras INVENTARAM a política moderna), em francês existe a palavra politique, que é "a política", em si, ou o adjetivo. A "profissão" é politicien, ou homme politique. Essas coisas não devem se confundir facilmente, pra que fiquei bem claro que todos nós somos políticos, ainda que não como profissão, mas como adjetivo. Não discutir política, não se interessar por política, isso É a política da maioria dos brasileiros, que escolhem chamar preguiça ou ignorância de "gosto pessoal" e preferem alegar que "não gostam de política". Simples e unicamente pra poder reclamar dos políticos como se eles mesmos nada tivessem a ver com o fato de aqueles caras estarem naqueles cargos. Pois têm.

Os políticos não vieram de outro planeta, nem de outra sociedade. São deste mundo, deste país, desta cidade, e se você mesmo só vota pensando nos seus interesses pessoais, por causa de um parente, um emprego, um amigo influente, não poderá julgá-los se agirem da mesma maneira.

Então por que a Marina Silva lança candidatura à presidência? Porque política é debate, essa é a essência da política! Campanha é uma vitrine de ideias, velhas e novas, que devem fazer as pessoas PENSAREM. "Será que isso é melhor?" "Talvez esse cara tenha razão nesse ponto." "Mas neste outro aspecto, acho que ela está errada."

E o que seria das ideias da Marina Silva, do que ela especificamente quer representar, se ela contratasse um marketeiro? Ela ainda assim não seria eleita, e ainda decepcionaria aqueles que já apóiam as ideias dela. Isso sim seria burrice. Em vez de passar adiante a sua ideia pra mais meia dúzia de gatos pingados, ela acabaria pondo em risco a meia dúzia que já tem. Eu não faço parte dessa meia dúzia, com marketeiro ou sem marketeiro, não pretendo votar na Marina, ela não está na minha listinha pessoal (onde constam dois nomes). Mas acho que ela está sendo coerente, apenas isso.

O debate político é necessário, e vou dizer mais, é prazeroso! Não o EMBATE, mas DEBATE. Com franqueza, não vou dizer que vejo graça em conversar sobre política com alguém que tem ideias tão díspares, tão opostas às minhas que a conversa tem 99% de chance de virar discussão. Disso não tiro prazer, sério. Mas mesmo que não haja 100% de concordância, uma boa conversa sobre política (não sobre "políticos", vocês percebem a diferença?) me leva por horas! Ideias, soluções, prioridades, modelos, política!

É preciso acabar com a preguiça política deste país. Debate, mesmo que com a ajuda de candidatos pequenos, evita que política se torne futebol, polarizado entre um Remo e um Paysandu, um PSDB e um PT, como se não existissem outras ideias disponíveis. Ideias, há muitas! Há as suas, as minhas...

A preguiça de pesquisar políticos e de pensar política leva a todo tipo de prática falha que tem grassado nesta democracia brasileira, desde o "não reeleja ninguém", mesmo que tenha alguém competente ali dentro - só que dá trabalho triar, então é melhor tomar todos pelos piores -, até o "voto no fulano porque sempre votei nele" ou "porque os pais dele foram meus vizinhos", sem jamais se dar ao trabalho de saber o que o fulano faz, fez ou deixou de fazer, passando por uma prática que eu mesma levei a cabo durante anos: o voto de legenda. Era preguiça minha, eu entregava meu voto nas mãos de um partido que eu julgava ser diferente dos outros. Descobri que era igual aos outros. Não pior, apenas igual, com gente honesta e gente desonesta. Foi uma desilusão pra mim, claro, embora continue sendo o partido que está mais próximo da minha posição política.

Era muito melhor se o voto fosse facultativo, claro, mas não é.  Por isso sei que continuaremos a conviver com a preguiça política dos que se sentem obrigados a votar. Eu sairia de casa pra votar debaixo de chuva mesmo que fosse facultativo, não tenho dúvidas. Gosto disso. Gosto de escolher o que eu quero, gosto de apertar botão de "Confirma", gosto até do barulhinho. Gosto de votar. Mesmo. Mesmo que meu candidato perca. E mesmo que meu candidato ganhe.

p.s.: Menciono aqui ideias, frases que ouvi de pessoas que conheço e amo. Não concordar com tudo o que essas pessoas dizem não me faz amá-los menos, ouviram vocês aí? Apenas discordo. Só. Isto é debate, não embate. ; )

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Uma coisa tão í­ntima...




"Quando eu ouço alguém suspirar 'A vida é dura', eu sempre sou tentado a perguntar, 'Comparado a quê?'"

Sydney J. Harris



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